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19.7.05
Collie
O Collie, ou Colley, também conhecido como Pastor Escocês, descende de uma raça de cães inteligentes e de grande resistência que, em outros tempos, foram de ajuda inestimável para o ser humano. Eram capazes de levar sozinhos os rebanhos para os pastos, vigiando-os com grande zelo, e de os devolver ao redil no momento certo, tudo isso sem a necessidade da presença do dono em nenhuma das etapas.
Com o passar do tempo, suas funções mudaram de rumo, e atualmente o Collie se tornou um cão de companhia, elegante, de pelagem soberba e andar majestoso. Contudo, no caso de seu dono desejar um cão equilibrado, deverá levar em conta que debaixo dessa aparência de animal bonito existe um cão forte, robusto e ativo.
Talvez a imagem capaz de nos levar a compreendê-lo esteja em Lessie, o filme (posteriormente, série de televisão), que na década de 1940 mostrou um exemplar dessa raça como protagonista de várias aventuras nas quais eram postos à prova seu valor, sua resistência e sua inteligência.
Escrito por Aline
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19.7.05
Sheltie
Foi amor à primeira vista. Nos anos 70, quando eu tinha Collies, estava numa exposição de cães e avistei aquele ¿pequeno Collie¿, não entendi nada, fui conversar com a pessoa que estava com o cão, e aí fui apresentado ao meu primeiro Pastor de Shetland. Daí, eu nunca mais esqueci daquele pequeno cão, tão lindo e gracioso.
Em 1996 quando decidi voltar a ter cães, pensei, qual a raça? Morava em um apartamento e um Collie seria um pouco grande. Assistindo um filme na televisão, vi no fundo da cena, uma mulher atravessando a rua com aquele pequeno cão parecido com o Collie que tinha conhecido no passado. Pronto, um Pastor de Shetland! Foi assim que comecei a criação com a Sula e o Ralph, que são meus queridos filhos peludos. Aí, depois veio a Ranee que já me deu a satisfação de produzir alguns campeões. Depois veio a Rachel, a Ruby, a Star, a Rochelle e a Ryka. Hoje já são oito e muitos outros virão no futuro para enriquecer o plantel do Canil Sheltie Rivers.
O Pastor de Shetland ou Sheltie, como é carinhosamente chamado, é um cão pastor de ovelhas, como o próprio nome em inglês mostra: Shetland Sheepdog. É originário das ilhas de Shetland, no norte da Escócia. Apesar de se parecer com o Collie, o Sheltie não é um Collie miniaturizado. É claro que o Collie entrou no desenvolvimento da raça, assim como o Border Collie e alguns cães da familia Spitz. O Sheltie é um cão de rara beleza que prima pela sua obediência, pela sua vontade em agradar o dono, pela rapidez em aprender tudo, desde a rotina do lar, os hábitos de higiene, as proibições e até os truques. Em seu livro, ¿A Inteligência dos Cães¿ (Ediouro), Stanley Coren classifica a raça como a sexta mais inteligente, entre 79 raças. E isto é o que mais atrai no Sheltie, a sua obediência e a sua inteligência quase humana.
A raça obteve o reconhecimento oficial do ¿The Kennel Club'', da Inglaterra, em 1909, mas somente em 1914 passou a ser conhecida como "Pastor de Shetland", que até então, era conhecida como Shetland Collie.
Outro destaque do Sheltie, é a busca de afeto. Os meus estão sempre me seguindo para todos os lugares que eu ando pela casa, encostam a cabeça no meu colo ou me cutucam com a patinha para que eu faça carinho. Estão sempre onde estou. Não é uma raça para ser criada reclusa em um canil ou abandonada no fundo do quintal. Sente uma enorme necessidade de estar perto dos seus entes queridos e fazer parte de todas as atividades da família.
Possuir um Pastor de Shetland é uma experiência que somente quem tem um, pode entender. Sem querer ferir a crença religiosa de ninguém, acredito que Deus impossibilitado de mandar os anjos fisicamente para a terra, mandou-os em forma do cão Pastor de Shetland.
A aparência geral do Sheltie é a de um Collie em miniatura.
É um cão pequeno, alerta, peludo e muito ágil.
Deve ser bem simétrico, de modo que nenhuma parte de seu corpo pareça desproporcional ao todo, é um pouco mais alongado do que alto.
Os machos devem ser bem masculinos e as fêmeas bem femininas.
Altura: Femeas - 36cm e Machos - 37cm, podendo variar em até 2,5cm para mais ou para menos.
Escrito por Aline
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8.6.05
Estresse:
Não é apenas o ser humano que pode sofrer de estresse. Essa palavra, tão comumente usada nos dias atuais, não é nenhuma novidade no mundo animal.
Sob condições adversas, tais como: transporte, mudança de ambiente ou na rotina da casa, morte do dono ou na família e viagens, os animais podem reagir com mudanças fisiológicas e/ou comportamentais.
Alguns animais apresentam diarréias quando voltam do banho em petshops. Por melhor que seja o tratamento oferecido, para esses animais a situação gera estresse capaz de causar-lhes diarréia. Nesses casos, é aconselhável que o dono acompanhe o animal durante o banho.
A introdução de um novo animal na casa pode ser um fator estressante para outro que já viva no ambiente, independente da espécie. A reação pode ser comportamental, com sinais que vão da agressividade à apatia, ou fisiológicos, com vômitos, diarréa ou perda de apetite.
A morte do dono é uma situação extremamente estressante. Muitos animais se recusam a comer por vários dias e perdem o interesse por tudo que os cercam. Há casos em que o animal chega a adoecer e até mesmo morrer, logo após a morte de seu dono. Notamos que esses animais não demonstram reação positiva ao tratamento, nos dando a impressão de total desinteresse por viver.
O transporte é uma das grandes causas de estresse em peixes, aves e répteis, podendo levar à morte muitos animais. Transportar um animal de uma dessas espécies requer cuidados especiais e condições que minimizem o estresse como: temperatura certa e caixas de contenção apropriadas.
Mudanças ambientais também causam estresse nos animais. Nas espécies mais sensíveis como répteis, peixes e aves, alterações bruscas na temperatura, mudança na alimentação ou local onde o animal viva, são fatores estressantes.
Em cães e gatos, a ausência do dono, diminuição do tempo ou frequência dos passeios, mudança de um empregado da casa, obras ou reformas ou situações em que o dono passa menos horas com o animal, podem causar estresse.
Na maioria dos casos, retirando-se a causa do estresse, o animal volta à sua vida normal. O estresse não é uma "doença" nos animais, mas um estado bastante comum. Ele pode sim gerar queda de resistência no organismo e levar a uma doença.
O estresse não pode servir de diagnóstico antes de eliminarmos todas as outras prováveis causas que levem a mudanças no comportamento e fisiologia. Nem todo o animal que está "diferente", está estressado. Ele pode estar doente...
Picadas de Cobra:
O Instituto Butantan, em S. Paulo, é reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho de pesquisa com animais peçonhentos (que possuem algum tipo de toxina). Segundo o Instituto, acidentes com jararaca são responsáveis por 90,5% dos casos de picadas de cobras no Brasil, seguido de cascavéis (7,7%), surucucus (1,4%) e corais (0,4%).
Os cães são picados na região do focinho e pescoço, na maioria dos casos. É bom lembrar que a cobra não ataca um animal gratuitamente, mas apenas quando é molestada. Como os cachorros são animais curiosos e gostam de farejar e caçar tudo que encontram, certamente a cobra é a menor culpada pelo acidente.
A picada de cobra é bastante dolorosa. Suspeitamos do acidente pelos sintomas característicos e pela visualização de pequenas marcas de sangue e orifícios na pele do animal. Mas esses sinais nem sempre são possíveis de detectar, a menos que sejam verificados imediatamente após a picada.
Acidente ofídico causado por jararaca:
Se você mora ou frequenta sítios e fazendas, deve estar preparado para um acidente que não é raro acontecer em animais dométicos, as picadas de cobras.
No Brasil, existem 70 tipos de cobras venenosas, mas apenas algumas têm importância no caso de acidentes ofídicos. São elas, a cascavel, a jararaca, a surucucu e a cobra coral.
Cão picado por jararaca: inchaço evidente
No caso de jararacas, o inchaço é muito evidente e aparece rapidamente. O veneno dessas cobras causa hemorragias e é comum encontramos equimoses (manchas de sangue) na pele ou interior da boca do cão. No caso de cascavéis e corais, o veneno causa sinais neurológicos como incoordenação e visão turva. Pode aparecer sangue na urina de animais picados por cobras.
O cão deve ser atendido prontamente e receber o soro num prazo de 6 a 8 horas, além de tratamento de suporte, com o uso de anti-inflamatórios para conter o inchaço e a dor, antibióticos para evitar infecções, e anti-hemorrágicos. O soro anti-ofídico para animais NÃO é o mesmo que aquele usado em pessoas. Em caso de acidentes graves, o cão deve ficar internado, recebendo soro para 'diluir' o veneno.
Um dado importante é que NUNCA devemos fazer torniquete para evitar que o veneno 'se espalhe'. Tanto em animais como no homem, no caso de picadas nos membros, se o veneno permanecer concentrado no local, poderá causar gangrena. A chance de sobreviver a uma picada de cobra venenosa é grande, desde que a vítima seja atendida a tempo.
É importante saber que podemos evitar as cobras, entendendo os hábitos desses animais. As cobras entram nas propriedades em busca de alimento, que pode ser ovos de patos ou galinhas, pintinhos e pequenos roedores. Se deixarmos lixo em nossa propriedade, ele atrairá ratos e, portanto, as cobras.
Há inimigos naturais das serpentes como os gansos e siriemas. As siriemas são aves silvestres e não podem ser criadas em cativeiros. Se os cães da casa 'souberem' conviver com os gansos, essa pode ser uma boa opção para manter as cobras à distância, além da limpeza constante da propriedade e imediações.
De qualquer maneira, se o cão frequenta locais de risco, é bastante prudente o proprietário manter o soro anti-ofídico estocado, para o caso de acidentes. Esse não é um produto que possa ser encontrado rotineiramente nas clínicas veterinárias e, numa emergência, poderá salvar a vida do cão.
Rações especiais:
Foi-se o tempo em que os animais de estimação eram alimentados com restos de comida. Já há bastante tempo as rações são o alimento de eleição para cães e gatos. Uma grande variedade de marcas, formatos e sabores estão à disposição no mercado, e esse tipo de alimento vem se sofisticando a cada dia.
Além das rações de prescrição veterinária, ou seja, aquelas indicadas para animais com doenças específicas como diabetes, problemas cardíacos, renais e outros, existem também as formulações que se adequam às necessidades especiais dos animais. Cães obesos, alérgicos às rações comuns, aqueles que vivem em apartamento, e até mesmo os cães-atletas, já ganharam formulações específicas para seu 'estilo de vida'.
Embora as boas rações possam suprir as necessidades desses animais, se oferecermos uma dieta balanceada, isso será muito mais proveitoso. A diferença poderá ser notada na pelagem, saúde e disposição do cão. Conheça algumas rações especiais:
PEDIGREE® WEIGHT CONTROL: para os cães com predisposição a obesidade ou para aqueles que estão acima do peso, e precisam entrar em uma dieta rica e balanceada. É um alimento de baixo teor calórico e de alta digestibilidade, pois se utiliza do arroz como principal fonte de carboidratos. Este produto além de controlar o peso e evitar o acúmulo de gordura, possui proteínas de frango absorvidas facilmente pelo trato intestinal.
PEDIGREE® HIGH PERFORMANCE: para aquele fiel amigo, que acompanha seu dono em atividades físicas e queima muita energia durante todo o dia. Com 25% de proteína e carne de frango, esta ração tem um conteúdo energético mais elevado e permite o fornecimento dos nutrientes que desenvolvem a musculatura, deixando o cão-atleta na melhor forma física.
PEDIGREE® INDOOR: para os cães que ficam a maior parte do tempo no aconchego do lar. Contendo extrato de yucca - redutor de odor das fezes -, este alimento também ajuda a melhorar a saúde da pele e da pelagem do animal, pois é enriquecido com ácido linoléico e zinco, que evitam a descamação e fortalecem os pêlos.
PEDIGREE® SENSITIVE: destinada aos cães que não podem comer qualquer tipo de alimento por serem alérgicos a alguns ingredientes comumente utilizados em formulações de alimentos para cães. Este produto tem sua formulação à base de carne de cordeiro e arroz, limitando o risco de reações alérgicas e evitando a exposição do sistema imunológico do cãozinho mais sensível.
Essas rações, formuladas para dietas especiais, são vendidas apenas em clínicas e pet shops. Qualquer mudança alimentar deve ser feita de modo gradativo e, preferencialmente, sob orientação do veterinário
Cuidados com o cão no inverno:
Quando a temperatura começa a baixar, não são só os humanos que sentem frio, os animais também. Os mais afetados são os de pelagem curta. Algumas raças, como o Husky Siberiano, o Malamute do Alaska e o São Bernardo, possuem características que os fazem mais resistentes ao frio (subpêlo e maior camada de gordura sob a pele). Podemos observar que no frio, algumas doenças aparecem com maior freqüência. Assim, devemos preparar nossos animais para o inverno.
O cão pode apresentar sinais clínicos que lembram muito o resfriado humano, com tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza. Damos o nome a esse quadro de traqueobronquite ou "tosse dos canis". Essa doença pode aparecer em qualquer época do ano, porém, há uma maior predisposição nos meses frios, pela baixa temperatura.
A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais (leia mais sobre a doença).
Além das doenças respiratórias, os animais idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, passam a sentir mais dor quando expostos a baixas temperaturas.
Choques de temperatura, como dar banho, secar o cão com secador (em casa ou pet shop) e sair em seguida com ele na rua, será prejudicial, seja ele jovem ou não.
Aconselhamos tomar os seguintes cuidados no inverno:
Evite banhos em dias muito frios e diminua a freqüência de banhos no inverno (se possível);
Mantenha a pelagem do animal mais comprida no inverno, evitando tosas muito baixas;
Coloque uma roupa no cão de pelagem curta, caso ele se ressinta muito do frio. Existem animais que tremem de frio exageradamente! Cães grandes e gatos não toleram roupas;
Há cães que, embora tenham casinha, preferem dormir ao relento ou ficar na chuva... Prenda esse animal nos dias muito frios ou chuvosos, no inverno;
Vacine seu cão anualmente contra a traqueobronquite, se ele freqüenta locais com outros animais (pet shops, hotéis para cães, exposições);
Quando der banho em seu cão, use água morna e seque-o bem. Não deixe que ele saia na rua, no mínimo por 30 minutos após o banho. Isso vale, principalmente, para cães que tomam banho em pet shop, pois o secador é extremamente quente e haverá um choque de temperatura se ele sair no frio;
Leve seu cão para passear na rua nos horários mais quentes do dia (das 11:00 as 15:00hs);
Aumente em 20 a 30% o alimento do seu cão no inverno. Isso não vale para cães e gatos obesos, sem atividade ou com grande tendência a ganhar peso.
Todo animal tem direito a um abrigo no inverno. Na natureza, os cães selvagens podem se abrigar em tocas durante o frio.
Providencie uma casinha para seu animal, caso ele viva em um quintal, ou deixe-o preso num local abrigado como uma garagem, lavanderia, ou mesmo dentro de casa, quando a temperatura estiver muito baixa. Assim, quando você estiver quentinho, embaixo dos cobertores, poderá dormir tranqüilo, com a certeza que seu amigão não está passando frio!
Escrito por Aline
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22.5.05
Quer saber a idade real de seu cão?
Quando ele está com.. Na verdade tem...
3 meses....5 anos
6 meses...10 anos
1 ano....... 15 anos
2 anos...... 24 anos
3 anos...... 28 anos
4 anos...... 32 anos
5 anos...... 36 anos
6 anos...... 40 anos
7 anos...... 44 anos
8 anos...... 48 anos
9 anos...... 52 anos
10 anos.... 56 anos
12 anos.... 64 anos
14 anos.... 72 anos
16 anos.... 81 anos
18 anos.... 91 anos
20 anos.... 101 anos
Escrito por Aline
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8.5.05
Pit Bull
A história do American Pit Bull Terrier está ligada ao combate de cães e touros que foi muito apreciado por populares, especialmente na Inglaterra, no século XVIII, começando a decair no início do século XIX, até ser definitivamente proibido pelo governo inglês em 1835.
Até então, nesta época, eram utilizados os Old Bulldogs. Estes cães eram ferozes e altamente agressivos com outros animais. A estética do animal não tinha a menor importância, já que o que realmente importava era seu desempenho no ringue.
A região de New Castle, na Inglaterra, era muito famosa pelos Fighting bulldogs no século XIX. Os cães mais famosos eram do criador Jack Simons. Estes animais eram tatuados e chamados de Pool para machos e Polly para fêmeas.
Jack Simons utilizava nos Matchs Bulldogs denominados Blue Pool contra Wardles Pool. A história nos conta que os Blue Pool são os antecessores diretos dos nossos atuais PIT BULL.
Uma das mais conhecidas arenas de rinhas de cães se situava em Duck Lane, Londres, e se chamava Dog Pits, com funcionamento aos domingos e quartas feiras, onde apresentavam-se cães de 7 e 8 anos de idade e com mais de 30 vitórias catalogadas.
Os ingleses, como grandes entusiastas de lutas entre cães e touros, advertiam que os Old Bulldogs careciam de agilidade. Daí surgiu a idéia de mesclá-los com outras raças, mantendo a potência e ferocidade, e acrescentando Agilidade, Resistência e Determinação. Foram escolhidos então os Terriers, cães de caça altamente destemidos, muitos populares, resistentes e fáceis de serem mantidos.
Dessas miscigenações surgiram inúmeras nomenclaturas, como Pit Bulldogs, Pit Terrier, Half and Half, Yanke Terrier, Pit Bull Terrier, American Staffordshire Terrier.
Hoje são confundidos com o American Pit Bull Terrier, apenas por similaridade de nomes : o Bull Terrier, o Staffordshire Terrier e o American Staffordshire Terrier.
O American Staffordshire Terrier, no início do século XX, deu origem a duas raças distintas, de acordo com o direcionamento da criação. Assim, cães mais agressivos com outros animais foram direcionados para função de Rinha e cães mais agressivos com pessoas foram direcionados para guarda de propriedade. Estes eram selecionados pela Beleza e Comportamento, sendo que conseguiram uma homogeneidade no Plantel ao ponto de serem reconhecidos em 1935 pelo Kennel Club de Londres, e em 1936 pelo AKC (American Kennel Club.). Os seus irmãos, hoje reconhecidos como American Pit Bull Terrier, reinam absolutos diante de todos os animais e cães usados em todos os tempos ( no que diz respeito a Rinhas).
O mais famoso estudioso americano da raça comenta, em um de seus livros, que o Gameness, um termo muito utilizado no meio do Pit Bull, quer dizer Determinado, vontade de brigar, sendo que a obstinação é mais importante no Pit Bull que o Fight Ability (habilidade de lutar). Na maioria das vezes, o Gameness é o que pode decidir o combate.
Hoje o Pit Bull é reconhecido por duas entidades americanas, o UKC (Kennel Club Unido) , a ABDA e no Brasil pelo Kennel Club Paulsita de Pit Bull.
O Pit Bull, na verdade, descende de inúmeras gerações de game-dogs e, embora na sua origem seja um cão de combate, também trabalha como um verdadeiro campeão na função de caçador. Nos tempos atuais exerce a função de cão de guarda e companhia devido à sua docilidade e lealdade para com seus donos.
COMPORTAMENTO
AMERICAN PIT BULL TERRIER é um cão forte, resistente, musculoso, valente e determinado, qualidades vitais para um cão de defesa e vigilância . O PIT BULL cuida zelosamente do seu dono e também é um ótimo companheiro de toda a família especialmente das crianças, porém é um cão que necessita de muito exercício e preferencialmente deve ser adestrado desde cedo para que não adquira vícios que venham a causar um desvio de comportamento. Nota-se um grande prazer por parte destes cães de trabalhar, seja para cumprir simples tarefas de obediência ou trabalhos mais complexos como farejar drogas e participar de provas de adestramento.
LEIS
O American Pit Bull Terrier vem sofrendo diversas restrições legais em diversos países inclusive no Brasil, não podemos cair no erro de países como Inglaterra , França, que proibiram a criação da raça. A proposta de criação no Brasil é direcionada para guarda e companhia, para se Ter uma idéia estima-se que no Brasil tenha hoje 40.000 Pit Bulls. Cerca de sessenta por cento dos ataques de cães ocorridos e registrados tem como protagonista cães de origem não definida ou popularmente falando "os VIRA - LATAS ". O Pit Bull ou outra raça qualquer não é merecedora de culpa pois os verdadeiros culpados são aquelas pessoas que com a desculpa da necessidade de se Ter um animal feroz, treinam indevidamente seus animais.
DICAS DE UM BOM FILHOTE
1. O filhote deve ser desinibido e muito brincalhão, corajoso e muito valente.
2. 2. O filhote deve Ter a aparência saudável e inquieta, com pêlos brilhantes e pesando mais do que aparenta.
3. O filhota deve ser robusto, com peito largo, dorso reto, traseira larga e cauda grossa.
4. Evita comprar um filhote pela cor, escolha sempre pelo temperamento desejado.
OBS: Na compra de um filhote procure canis confiáveis, responsáveis e que criem cães com a proposta de aprimorar esta magnífica raça, excluindo os criadores que criam com a finalidade de rinha ou que dão ênfase exclusivamente a agressividade da raça.
Escrito por Aline
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30.4.05
Dalmata
Padrão da raça muda para preservar a aparência elegante e harmoniosa desse simpático cão pintado.
Ele atrai olhares de verdadeira admiração por onde passa. A pelagem branca, enfeitada por pintas escuras, é tão característica e apreciada que chega a determinar o destino da raça. Não é à toa que o Dálmata foi escolhido como acompanhante de nobres nos tempos das carruagens. A aparência bela e chamativa, o porte e a elegância natural, a grande resistência para longas caminhadas faziam dele o cão perfeito para essa função. Herança do tempo em que os carros de combate a incêndios eram puxados por cavalos, o Corpo de Bombeiros, em cidades dos Estados Unidos e da Europa, adota o Dálmata como mascote. Foi também o charme exclusivo das pintas que alçou a raça ao estrelato em 1961, com o lançamento de "Os 101 Dálmatas", da Disney. O desenho contava a história de uma milionária excêntrica e inescrupulosa, capaz de tudo para ter um maravilhoso e original casaco de peles de Dálmatas!
Criadores do mundo todo admitem que a popularidade do Dálmata nas últimas três décadas esteve intimamente ligada ao grande sucesso do desenho animado - e do seu relançamento em vídeo. Vários países, entre eles Inglaterra, Itália e Japão, assistiram a uma duplicação do número de registros de nascimentos de Dálmatas nos últimos três anos. Na Inglaterra e na Itália, a raça está há anos entre as 14 mais procuradas; no Japão, ocupa o 26o lugar. Nos Estados Unidos, o Dálmata permanece entre as onze mais desde 1993. No ano passado, somente os EUA registraram mais de 36 mil filhotes. Neste ano, com a estréia da versão cinematográfica estrelada por Dálmatas em carne e osso, há expectativa de um novo impulso no interesse popular pela raça. É mesmo difícil não se deixar seduzir pelo charme das pintas do Dálmata. Eneida Hanke, proprietária do Canil Pontal da Solidão há 18 anos, em Porto Alegre-RS, confirma essa impressão. Segundo ela, 90% dos compradores que procuram o seu canil o fazem exclusivamente atraídos pela beleza da raça.
VISUAL
A importância atribuída à marcação característica da raça é tanta que os criadores empenham-se em garantir a preservação das pintas que ainda hoje distinguem o Dálmata de todos os outros cães. Isso porque eles acham que não basta ter pintas: elas precisam ser perfeitas para destacar a elegância do cão. A preocupação com as pintas chega ao requinte de determinar o tamanho ideal que devem ter, bem como a sua forma, a distribuição e a coloração correta.
O primeiro padrão, escrito em 1886 na Inglaterra, atribuía 40 pontos à marcação do cão, enquanto todos os outros oito aspectos juntos somavam 60. Isso significa que, ao participar de uma exposição de beleza, os cães com pintas bem distribuídas se saem melhor. O padrão atual do American Kennel Club, nos EUA, dá a maior importância à distribuição e ao tamanho das pintas num julgamento. A Federação Cinológica Internacional (FCI) também sempre valorizou a boa marcação. As pintas devem ser o mais redondinhas possíveis, bem definidas, em cor preto ou fígado sobre branco puro, sem mistura de cores e menores nas extremidades (cabeça, patas e cauda). Muitas pintas juntas, formando "cachos de uva", também são indesejáveis. Há quatro anos, a FCI passou a descrever a aparência ideal do Dálmata com mais minúcias em um novo padrão, ainda não adotado no Brasil. Foram introduzidas diversas faltas desqualificantes. Muitas relacionadas a defeitos de marcação. O presidente do Comitê de Padrão da FCI, Juan Morris Pachoud, enfatiza que parte importante das mudanças destinam-se ao melhor controle das famosas pintas. O novo padrão determina, por exemplo, que elas devem ter entre dois e três centímetros e, nas extremidades (cabeça, patas e cauda), devem ser menores. Essa precisão veio substituir a descrição anterior, que dizia que o tamanho das pintas do Dálmata podia variar entre o da moeda de 50 centavos e o da de cinco francos franceses. Grandes manchas, ou patches - sinônimo de mancha, em inglês-, nome que é usado também pelos criadores brasileiros (a França chama de "placas"), agora são motivo de desqualificação. Cães com essa marcação já nascem assim, ao contrário dos pintados, cujas pintas começam a aparecer ao redor dos 15 dias. Alberto explica que as manchas patches podem surgir no dorso, formando uma sela; na cauda, ocupando mais da metade do comprimento, e na orelha, invadindo a cabeça (sem a invasão, não se trata de patch).
Marcação em monóculo (grandes manchas redondas ao redor dos olhos) também conhecida como "marcação pirata" passou a ser considerada uma falta desqualificante. O mesmo vale para um Dálmata que simultaneamente tenha pintas pretas e outras de cor fígado, os tricolores. Também são desqualificados exemplares com pintas amarelas (limão).
O antigo padrão não comentava nada sobre Dálmatas com olhos azuis. Apenas dizia que os olhos deviam ser escuros nos cães pretos, e âmbar nos fígado. Agora eles também fazem parte das faltas desqualificantes. Segundo Pachoud, há evidências de que olhos azuis são indício de um começo de despigmentação. Cães assim tendem a apresentar lábios e nariz rosados e, em alguns casos, até surdez. "Cerca de 25% dos Dálmatas europeus têm algum tipo de surdez, total ou parcial", estima. Dificilmente se detecta surdez parcial sem recorrer a exames específicos. Brian Leonard, diretor do The Kennel Club, na Inglaterra, confirma a estatística. O problema é tão sério que no ano passado o clube, em associação com a entidade filantrópica Charitable Trust, investiu boa parte dos US$ 495 mil, destinados a pesquisas genéticas, no estudo das causas de surdez na raça. Sid Rimley, veterinário norte-americano, tem uma estatística mais favorável, mas ainda assim preocupante. Segundo ele, nos EUA, um em cada dez filhotes de Dálmata é surdo.
PESO
O novo padrão incluiu também o peso ideal para a raça (entre 24 e 27 quilos) e reduziu a altura mínima permitida. Segundo esse padrão, o Dálmata hoje deve ter entre 56 e 61cm (machos) e entre 54 e 59cm (fêmeas); o anterior permitia altura entre 58,4 e 61cm para machos e entre 55,9 e 58,4cm para fêmeas. Alguns criadores, como Pellizari, comemoram o fato de poder contar com essa maior flexibilidade. "Ficou mais fácil usar cães norte-americanos, mais baixos, para melhorar a criação", diz. Antes, usar um macho americano significava correr o risco de ter filhotes menores do que o desejável pelo antigo padrão. Isso porque, nos EUA, os Dálmatas medem entre 48,2 e 58,4cm.
A decisão de permitir cães menores foi adotada devido à constatação de que existem excelentes Dálmatas também entre os de menor porte. A determinação de peso no padrão garante a elegância da raça, pois combinado à altura resulta a harmonia das formas. "Outra modificação que poderá ocorrer em breve é em relação à dentição, pois há muitos Dálmatas com perda de dentes e mordedura errada", completa.
Sheila Stevenson, secretária do Clube do Dálmata na Inglaterra, esclarece que o padrão inglês, redigido pelo The Kennel Club, permanece inalterado. Ele era adotado pela FCI e ainda está em vigor no Brasil - a data original dele é de 1988, mas foi traduzido para o português em 1994. Já o novo, tem data original de 1992, permanece sem tradução pelas entidades cinófilas brasileiras e não chegou oficialmente aqui (veja a tradução em Padrão Oficial, que Cães & Cia publica em primeira mão).
FILHOTES
Embora as modificações ainda não tenham sido devidamente absorvidas pelos criadores brasileiros, convém observar esses detalhes daqui para a frente, antes de comprar um filhotinho de Dálmata. Ao visitar um canil, observe a marcação dos pais para ter uma idéia de como vai ficar a dos filhotes depois de adultos, já que as pintas demoram para chegar à situação definitiva. É fácil descobrir um Dálmata patch: ao contrário das outras pintas, que só começam a surgir aos 15 dias, as manchas já nascem com os filhotes. Pedro Américo recomenda, se forem fígado, perguntar ao criador a cor dos antepassados. "Os exemplares de cor fígado, se acasalados por várias gerações, podem gerar filhotes com despigmentação". Verifique a cor das mucosas da boca e do nariz, que não podem ser rosadas nem manchadas. "Observe se a pelagem de fundo é branca, não pode ser cinza", lembra. Pelllizari ressalta, ainda, que os filhotes não devem ter ergots (quinto dedo das patas dianteiras). É preciso amputá-los aos cinco dias, para evitar que machuquem o próprio cão e as pessoas.
Depois de bem escolhido, um bom filhote não requer muitos cuidados especiais. Magnani diz que não se deve usar escovas comuns no pêlo do Dálmata, que é muito curto. "As cerdas podem irritar a pele e o pêlo morto não sai". Prefira um pano úmido (uma vez por dia na época da muda, que ocorre anualmente; e uma vez por semana no resto do ano). Pellizari recomenda o uso de luvas de borracha. Banhos podem ser dados mensalmente. E as orelhas, limpas a cada quinze dias.
O único problema congênito de saúde relatado pelos entrevistados é a surdez, mais comum em cães brancos. Para ajudar a erradicar o problema, deve-se excluir esses exemplares da reprodução. Segundo os entrevistados, um Dálmata saudável pode proporcionar entre dez e 14 anos de companhia e alegria a seus donos.
PADRÃO OFICIAL
FCI nº 153 de 23/10/92
Originário: bacia do Mediterrâneo Central.
Utilização: cão de companhia, cão de família, bom de adestrar para cão de acompanhante e para cão de salvamento.
Breve histórico: ainda hoje a origem do Dálmata é obscura e hipotética. Os primeiros testemunhos objetivos são as pinturas italianas do século XVI. Imagens sobre as tumbas dos faraós do antigo Egito, que correspondem a pinturas datadas da Idade Média, fazem supor que o Dálmata existe há alguns milênios. Esses indícios permitem concluir que provavelmente o Dálmata provém da região mediterrânea. Na obra de Thomas Berwick, publicada em 1792, encontra-se a descrição e o desenho de um Dálmata. Berwick chama esse cão de "Dálmata ou Cão de Côche". O primeiro padrão do Dálmata foi redigido em 1882 por um inglês de nome Vero Shaw. Esse padrão tornou-se oficial em 1890.
APARÊNCIA GERAL: cão onde as manchas numulares constituem traço característico. O Dálmata é um cão vigoroso, musculoso e ativo, harmonioso, não é grosseiro nem pesado, podendo fazer prova de muita resistência e de fácil movimentação.
COMPORTAMENTO E CARACTERÍSTICA: sociável e amigável, nem tímido nem desconfiado, nem medroso nem agressivo.

Escrito por Aline
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29.4.05
Bulldog
Surgiram em diversos países do Oriente. Em meados do Século VI a.C. foram introduzidos no continente Europeu, inclusive as Ilhas Britânicas pelos hábeis e instruídos navegantes mercadores Fenícios que havíam estabelecido uma florescente rede de rotas comerciais.
Estes Mastins que eram muito procurados por sua guerreira ferocidade e por seu insuperável valor, foram mesclados com os cães locais e os Britânicos desenvolveram uma espécie de molossóide chamado de "PUGNACES BRITANNI" de extrema ferocidade que foram utilizados pelos habitantes da Ilha para lutar contra os invasores Romanos .
Apesar de estarmos muito longe do atual Bulldog Inglês conhecendo os feitos extraordinários que estes molossos lutadores concretizaram poderemos entender com foi sendo forjado a têmpera e a história do cão que acabou por se tornar o símbolo e orgulho de uma nação.
Histórico da Raça
Bondogge ou Bolddogge, mais tarde Banddogge, várias palavras foram usadas para nomear esta raça antes de chegar ao nome Bulldog.
"The time when screech owls cry and Banddogges howl and spírits walk and ghosts break up their graves." foi mencionado por Willian Shakespeare (1564-1616) no ato 1, cena VI da peça teatral Henrique VI.
Mas muito antes de Shakespeare, no reinado de Henrique II, meados do ano 1133, havia o costume de organizar lutas de cães contra touros, e na época de João Sem Terra a primeira notícia certa é registrada no Survey of Stamford que narra como sob o reinado de João Sem Terra, no ano de 1209, o Senhor da cidade, Lord Stamford passeando pelas muralhas de seu castelo viu a dois touros lutando pela posse de uma fêmea. Os cães de um açougueiro do local precipitam-se sobre um dos touros, seguiram-no pelas ruas do povoado e o abateram após uma luta feroz.
Lord Stamford gostou tanto do espetáculo que fez a doação do campo aonde havia se iniciado a luta para o Grêmio (Sindicato) dos Açougueiros, desde que, como condição, a cada ano no dia antes das seis semanas que precedem o Natal, o Sindicato fizesse realizar alí um combate similar ao que observara. Denominado por BULL-BAITING, esses combates entre os cães dos açougueiros e os touros furiosos se tornaram muito famosos e populares na Inglaterra.No auge da popularidade este esporte, no qual se apostavam vultosas somas de dinheiro, teve árduos defensores, tanto da nobreza como entre os deserdados. Espalharam-se arenas destinadas para este espetáculo, cujos os vestígios existem até hoje na Inglaterra.
O BULLDOG ATUAL
É um dos cães mais tranquilos e preguiçosos.
Para fazer com que um Bulldog perca a paciência é preciso chegar a extremos incríveis.
Este extremo pode ocasionar um ato em defesa dos seus, fulminantemente poderá se lançar sobre o agressor. Também, em razão do passado, não convém que seja adestrado para o ataque, o instinto de defesa ele já trás consigo. De qualquer forma não fará falta que deixe de receber educação de defesa, porque o efeito promovido pelo seu aspecto feroz é suficiente para fazer desistir a qualquer mal intencionado que se aventure, sem permissão no seu território.
Com respeito às relações com os outros cães, as opiniões dos conhecedores não coincidem : Alguns juram que se trata de um cão amigável, sempre disposto a simpatizar com todos os colegas que encontra, e há quem o tacha de individualista e altivo com os demais. As cadelas são excelentes mães e adotam com facilidades e amor maternal os filhotes de outras fêmeas. Os filhotes já demonstram asseio desde pequenos. É um cão que desenvolve hábitos de higiene, preferindo colocar os seus dejetos sempre no mesmo local, o que os torna muito próprios para apartamentos.
Latem pouco mas, quando algo foge à rotina (principalmente à noite, se não estiverem em sono profundo) dão o alarme evidenciando seu passado como cão de guarda.
Efetivamente não é o tipo de cão subserviente, admira os humanos, tem prazer pela companhia do dono e se relaciona com ternura, mas mantém uma independência. Nas brincadeiras são fanfarrões e truculentos e, diria sem medo de errar: "cafajestes".
Se tentar submetê-lo às brincadeiras e jogos que ele não aprecia, ele arranjará um jeito de tornar a brincadeira cansativa para quem a propôs, revertendo o quadro a seu favor. É um excelente companheiro, ideal para todos aqueles que amem a originalidade e a beleza funcional, único critério para julgar em cinofilia a beleza de um cão. O Bulldog detém um excelente apetite e aprecia o ócio, quando quer dormir ignorará aos chamados de seu dono que, ainda terá que suportar os seus fortes roncos quando dorme, o que faz por muitas horas ao dia. Não se pode negar é que hoje, "a máxima aspiração de um Bulldog", seja a de estar acomodado sobre uma almofada e contemplar a vida que transcorre ante os seus olhos ou adormecer num sono profundo e reparador.
Com amor tudo se consegue de um Bulldog mas, é imprescindível que se estabeleça, logo desde os primeiros dias, uma relação coerente, sem altos e baixos, e a margem de qualquer debilidade ou comportamento brusco. Se não for assim, o inteligentíssimo Bulldog muito cedo qualificaria a seu dono como um moleirão, ao que se pode amar, mas não obedecer. Sem dúvidas o que mais chama a tenção nesta raça é o seu desmesurado amor pelas crianças. Junto a elas, até a sua expressão facial muda para dar lugar a um gesto de tranquilizadora bondade. Na relação entre os seres humanos (sejam adultos ou crianças) e os Bulldogs, os Bulldogs jamais os coloca em situação de perigo e chega a ser considerada como uma raça esplêndida neste aspecto.
Exercícios físicos e educação:
O BULLDOG INGLÊS é fruto de uma cuidadosa seleção que torna essa raça possuidora de anomalias permanentes.
Por ser um cão extremamente compacto tem as suas limitações, jamais espere que ele se lance em carreiras desenfreadas como fazem os galgos. É considerada como a raça canina mais brevilinea do mundo, Por ser tão compacto, exercícios como: correr acompanhando o dono numa bicicleta, tornam-se proibitivos para esta raça que definitivamente não se enquadra num perfil de raça para esportista.
Apesar de não ser dado a corridas, é uma raça que tem uma incrível força de arrasto e, para que não haja problemas com esta força, o melhor é acostuma-lo desde cedo a caminhar com a guia; do contrário, durante toda a vida arrastará seu dono atrás de si como se fosse um estandarte, totalmente surdo para as reclamações mais desesperadas.
O Bulldog é um cão dado a rotina, por isso o filhote deve ser acostumado desde cedo a ter um canto próprio, aonde ele se refugiará quando estiver inseguro ou quiser se isolar do mundo. O sítio destinado para este fim deverá ser escolhido, seguindo como critério a rotina da casa e a movimentação das pessoas e do cão (imaginando-o já na forma adulta), de modo a não ser necessário efetuar futuras mudanças deste local, o que confunde e desestabiliza o emocional do cão acarretando o stress. Quando menos efetuar mudanças, melhor para eles, por isso, este local deve ser definido, se possível em caráter definitivo, e para haver sucesso nesta escolha, este local não deve atrapalhar a rotina da casa e nem os afazeres domésticos.
Saúde:
Devemos lembrar que o Bulldog poderá apresentar uma predisposição para cardiopatia congênita consistente na estones da válvula pulmonar. Esta má formação que afeta a parte direita do coração. Pode ser a causa de um crescimento defeituoso do cão com pouca resistência e com possibilidade de complicações graves, até a morte, num animal adulto.
Apresenta uma incompatibilidade com temperaturas elevadas, acima de 37 graus, e deve ter condições de acesso e repouso aos locais frescos e ventilados na estação do Verão, e nos dias quentes do ano. Ele equaliza a temperatura corporal refrescando a si próprio na tigela de água e colocando toda a superfície do abdômen em contato com superfícies frias como os pisos vitrificados, por exemplo .A descompensação térmica do Bulldog pode levá-lo à morte caso seja acometido pelo mal estar conhecido como : HEAT-STROKE (GOLPE DE CALOR) que ocorre quando é deixado em carros com os vidros fechados, sem ventilação e estacionados ao sol; Ou quando é exercitado ou levado para caminhar nas horas mais quentes do dia. O ideal é levá-lo para passear nas primeiras horas da manhã ou à noite.
Ao chegar do passeio deve ter a vasilha d'água recolhida, esperando que recomponha a temperatura interna.(oferecer-lhe água decorridos 30 minutos após o término do exercício).
Para que tenha uma vida saudável e a mais longa possível necessita de qualidade de vida, abrangente a uma boa e equilibrada alimentação e, acima de tudo companhia humana. Deve ser integrado ao ambiente familiar para estar feliz e corresponder a toda expectativa que dele se espera. Se for confinado ininterruptamente em canis fica deprimido e tende a desenvolver Stress e consequentemente dermatites de fundo emocional.
Características Gerais:
CARÁTER - Afetuoso, leal, com forte personalidade e muito inteligente. Em certas ocasiões, independente e teimoso.
QUALIDADES - Muito limpo e seu pelo não requer muitos cuidados particulares. Praticamente não ladra e, quando o faz existem razões que o justifique.
CUIDADOS ESPECIAIS - Nenhum em especial, só não confinar por tempo prolongado longe das pessoas da casa, para não ficar deprimido uma vez que necessita estar em companhia humana. Convém lembrar que não suporta calor em demasia e nem passeios demasiadamente longos.
TEMPO DE VIDA - Estimado em 10 a 12 anos. Para que tenha uma vida saudável e o mais longa possível necessita de QUALIDADE DE VIDA, abrangente a uma boa e balanceada alimentação com uma dieta variada, e, acima de tudo companhia humana. Deve ser integrado ao ambiente familiar para estar feliz e corresponder a toda expectativa que dele se espera.
Escrito por Aline
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17.4.05
Kerry Blue Terrier
Características
O Kerry Blue Terrier é um cão bastante versátil, acumulando qualidades na guarda, caça e pastoreio, além de companhia.
Como todo terrier, não se relaciona bem com estranhos e pode ser agressivo com outros cães e pequenos animais. A raça tem como características marcantes seu longo cavanhaque e a pelagem escura (azul escuro).
Aparência e Porte Físico
De porte mediano, o Kerry Blue Terrier possui o corpo robusto e de constituição sólida, com a musculatura desenvolvida e a ossatura leve e resistente.
O tronco é pouco mais alto do que longo, com o peito aberto. O dorso é nivelado, com a cauda curta e ereta. As patas são fortes, dando aos cães grande agilidade na movimentação.
A cabeça é portada alta, longa e bem proporcionada ao resto do corpo, com o pescoço longo e forte. Os olhos são escuros e arredondados. As orelhas são triangulares e caídas. A característica mais marcante da raça é a sua pelagem ondulada e densa. No focinho, ela forma um cavanhaque. A coloração azul dos pêlos pode ser facilmente confundida com o preto, que não é aceito pelo padrão oficial. A pelagem dos cães, nos primeiros meses de vida, é negra e pouco ondulada, mas a partir do final do primeiro ano, os pêlos começam a ondular e passam por um clareamento, até se tornarem azuis, cor oficial da raça.
Índole e Comportamento
Como bom terrier, o Kerry Blue Terrier possui um temperamento vibrante e exibido.
Bastante apegado ao dono, ele necessita da interação com as pessoas, não gostando de ficar sozinho. Com forte instinto de caça e comportamento independente, a raça pode aprontar algumas travessuras, mas nada que uma ordem mais determinada do dono não resolva. A raça se relaciona bem com crianças mais velhas, uma vez que não é muito tolerante às brincadeiras ríspidas. Com estranhos e outros animais, o Kerry Blue costuma ser pouco tolerante. Bom cão de guarda, seu porte mediano lhe dá a vantagem de se impor mais do que outras raças menores no momento de proteger a casa, atividade que realiza com empenho. Alerta, a raça late dando o alarme e não recua ao avanço de um estranho, podendo chegar até a atacar e mordê-lo. Dentro de casa compensa seu tamanho pela delicadeza nos movimentos. Bastante ativo, a raça precisa praticar exercícios diariamente para seu bem-estar físico e mental. Ele adora correr, brincar, cavar e explorar terrenos.
Cuidados
Manter o Kerry Blue Terrier saudável não costuma ser difícil. Cuidados básicos de alimentação e de higiene são suficientes para mantê-lo livre de doenças.
O cão precisa de exercícios regulares para manter sua saúde física e mental e não se tornar destrutivo.
A pelagem exige alguns cuidados, devido aos pêlos ondulados, os quais requerem escovação regular e tosa a cada dois ou três meses, com maior atenção ao pêlos da face, que devem ser aparados com a tesoura. As vacinas e a vermifugação periódicas são recomendáveis para manter a saúde do animal. A limpeza dos ouvidos, olhos e dentes ajuda a conservar a saúde dos cães, evitando o risco de inflamações nessas áreas.
Problemas da raça
Alérgica a algumas substâncias, a raça pode apresentar dermatites (irritações e feridas na pele). Para evitá-las, identifique o alérgeno (agente causador da alergia) e evite um novo contato do cão com essa substância.
A raça pode apresentar uma alteração física, conhecida como displasia coxo-femural (uma alteração física na articulação entre o fêmur e a bacia do cão). Ela causa problemas de locomoção, dor e incômodo ao animal. Para evitar o desenvolvimento desta doença, não deixe o cão em piso liso ou duro demais. O ideal é um piso áspero, com brita, grama e areia. Outras situações clínicas estão relacionadas com problemas visuais, como a catarata e degeneração do cristalino, que se torna opaco e diminui a capacidade visual do cão). Também pode ocorrer o entrópio (quando as pálpebras viram para dentro). Pode ser corrigido cirurgicamente. Nesses casos, consulte sempre um veterinário.
Escrito por Aline
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17.4.05
São Bernardo
Raça proveniente do cruzamento do Mastim Tibetano com um molosso, cão tipo fila trazido da Grécia pelos romanos e introduzidos na Suiça.
Ficou conhecido por salvar, esquentar e embebedar com vinho ou rum as pessoas que ficam soterradas nas tempestades de neve dos Alpes Suíços. Por ter uma memória fotográfica incrível, o enorme São Bernardo consegue muito bem procurar, desenterrar pessoas da neve e indicar-lhes o caminho certo e mais seguro. Não perde a direção mesmo depois das avalanches mudarem a paisagem gelada.
É um cachorro que desperta a admiração dos homens, que apreciam suas qualidades estéticas, sua afetividade, fidelidade e inteligência.
De temperamento quieto e amistoso, este cão não serve como guarda, a não ser pelo tamanho, que impressiona. Ele é o típico amigão para todas as horas, um bonachão que, às vezes, se esquece do tamanho que tem e acaba derrubando o dono com seus carinhos e brincadeiras.
Exige pulso forte quando levado pela corrente. Os machos medem de 70 a 90 cm e as fêmeas de 65 a 80 cm, costumam pesar entre 60 e 100 Kg.
Características Gerais - é enorme, bonachão e muito dócil. Existem duas variedades de São Bernardo, os de pêlo longo e os de pêlo curto. Ambas são pelagens duplas e muito adequadas para suportar nevascas. Sua cabeça volumosa dá um ar triste. O corpo é pesado e as patas bem fortes. Os pés são grandes e adaptados para andar na neve.
Tem cauda longa. É avermelhado com marcas brancas. O focinho é curto deve ser preto, assim como o lábio.
É obediente, dócil, fiel e inteligente. Possui a incrível capacidade de prever as variações atmosféricas e a aproximação de tempestades de neve.

Escrito por Aline
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15.4.05
Terrier Brasileiro
Este brasileirinho fincou as patas no exterior e conquistou os estrangeiros. Saiba como e por quê.
Em abril de 1995, mostrava sua escalada final em direção ao reconhecimento internacional como raça. Naquela época, depois de muita luta, faltava apenas corrigir no padrão oficial a forma de descrever algumas características da raça. Feita a correção, dois meses após, em junho de 1995, o Fox Paulistinha, já com o nome de Terrier Brasileiro, que condizia melhor com o status de raça internacional, garantia o seu espaço na cinofilia mundial. Ele e o Fila se tornaram as únicas raças representantes do Brasil, ao lado das centenas aceitas pela Federação Cinológica Internacional (FCI).
E se é verdade que havia um certo preconceito da cinofilia e até de uma parte do público sobre o Terrier Brasileiro - mesmo que ele fosse há 5 anos aceito como raça no Brasil - o reconhecimento internacional caiu como um ponto final no discurso daqueles que o chamavam de "cão de rua".Depois do reconhecimento, notei que as pessoas estão dando mais valor ao Terrier Brasileiro. O Terrier Brasileiro tem muitas qualidades para conquistar o mundo. Ele representa a alegria, o calor e a amizade: tudo o que os brasileiros têm de melhor. Entre os brasileiros, a facilidade de aprendizado do Terrier Brasileiro já é conhecida há muito. É o mais fácil de ensinar entre todos os terriers e um dos melhores entre os cães pequenos. Façanha notável, já que de forma geral os terriers são cães de vontade própria, pouco solícitos em atender ordens.
A vivacidade da raça somada à inteligência e à leveza de movimentos faz com que consideramos excelente para adestramentos especiais como os para comerciais e espetáculos.
Para completar, a saúde da raça é de ferro, dificilmente a raça apresenta algum problema, a não ser alergias, comuns a todos os cães.
Gastar a enorme energia é muito importante para o Terrier Brasileiro. Se não houver um quintal grande, recomenda-se passeios diários.
A história mais conhecida do Terrier Brasileiro diz que descendem de cães locais cruzados com o Jack Russel, o qual foi trazido por brasileiros que estudaram na Europa. Há outra teoria mais recente, que vem ganhando adeptos, inclusive defensores da anterior. Ela aponta como ancestral da raça, o Fox Terrier, que teria chegado ao Brasil com as embarcações portuguesas e holandesas. Foi encontrado cães parecidos com o Terrier Brasileiro nos lugares por onde os portugueses e holandeses passaram: Japão, Argentina, Uruguai e Chile. As linhas curvas do Terrier Brasileiro se assemelham mais ao tipo físico do Fox Pêlo Liso de 150 anos atrás do que com as formas retilíneas do atual Fox Pêlo Liso.
Escrito por Aline
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15.4.05
Dobermann
A história do Dobermann, apesar de envolta em mistérios, é, antes de tudo, um fascinante enredo.
Apesar do Dobermann ser uma raça relativamente recente, não se encontram facilmente registros detalhados de como evoluiu. Muitos já tentaram traçar as origens do Dobermann, mas, como os homens que desenvolveram esse atraente e alerta cão não guardaram registros definitivos, a maior parte do que se tem escrito baseia-se em suposições que devido à cor e à conformação do Dobermann atual, presume-se que muitas raças, cada qual diferente das demais, foram utilizadas na sua evolução.
O Rottweiler, um cão maciço, sólido, famoso por sua estamina e força de rastreio, também foi introduzido na linhagem, o que ajudou muito o Dobermann Pinscher a chegar ao que é, um cão poderoso para o trabalho, belo raciocínio de Herr Dobermann ao decidir introduzir o sangue de um animal tão inteligente na sua linhagem!
A beleza do dobermann europeu veio a tona nos anos 60, quando um criador chamado PALMER, proprietário do Canil V. Forstenfeld, utilizando cruzamentos consangüíneos, produziu exemplares muito homogêneos entre si com ótimas qualidades caracterizadas pela elegância de suas formas bem distribuídas, com cabeças típicas e coloração intensa.
HERR PALMER produziu numerosas ninhadas e todas de ótima qualidade e seus exemplares se destacaram muito naquela época em exposições de estrutura e também em provas de trabalho. Sem sombra de dúvidas, seu melhor exemplar foi "Vello v. Forstenfeld" (que iniciou a linhagem Forstenfeld) que demonstrou ser um ótimo exemplar transferindo aos seus descendentes caráter e beleza. Não podemos esquecer de citar o dobermann macho mais significativo dos anos 90 da Europa: o Campeão Internacional Graaf Quirinus V. Neerlands Stam que nada mais é do que a continuação da linhagem de outros significantes dobermanns que ao lado de Vello V. Forstenfeld também se destacaram muito naquela época em exposições de estrutura e também em provas de trabalho como Lump V. Hagenstolz, Bordo V.
Forstenfeld, Bryan V. Forell, Don Dayan V. Franckenhorst e Hertog Alpha Le Dobry. Graaf Quirinus está merecidamente colocado entre os grandes
Dobermanns que verdadeiramente registraram seus nomes na história da raça. Há poucas raças de cães tão aptas para a defesa e a guarda. As qualidades físicas e psíquicas do Dobermann colocaram-no em pouco tempo em primeiríssima linha. Dotado de grande desconfiança com os desconhecidos, sempre prefere estar perto do dono, onde a sua vigilância é incessante e o seu olhar vivo investiga sem descanso a seu redor, de modo que possa adverti-lo de qualquer eventual perigo. Não conhece o medo. Na hora do perigo, o seu corpo musculoso põe-se tenso, a sua fisionomia endurece-se, o olho acende-se ao menor sinal ou ordem do dono, ataca corajosamente o adversário. É devido a estes aspectos e outros que o Dobermann é hoje o cão de guarda mais completo que existe.
Diferenças existentes entre os Dobermanns criados na América e os Dobermanns criados na Europa.Estes dois jovens machos possuem qualidades para show, sendo que o macho da esquerda na América do Norte e outra na direita na Europa, ambos também fecharam campeonatos em seus respectivos continentes.Os shows de cães na Europa e nos Estados Unidos em muitas raças diferem consideravelmente quanto a sua conformação. Em muitas raças, dois cachorros da mesma
raça provenientes de continentes diferentes (Americano e Europeu) pareceriam relativamente com seus primos se colocados próximos um ao outro.
É fato conhecido que muitos cães Americanos de raças de pequeno porte são os melhores no mundo, mas seria IMPOSSÍVEL dizer o mesmo no caso de muitas, RAÇAS DE TRABALHO E DE CAÇA, com altas habilidades esportivas. Por exemplo, os melhores Golden Retrievers da Europa e os Golden Campeões Americanos, embora bastante diferentes, ainda correspondem com o padrão de raça e permanecem muito típicos. O mesmo é verdade para Beagles, Shelties, Shih Tzus, Terriers e muitos outros.
Contudo, quando nós olhamos para as pistas de quaisquer das raças de trabalho, especialmente molossóides, schnauzers e pinschers na Europa e na América,
nós notamos a vasta superioridade dos cachorros europeus em cima de suas contrapartes Americanas. Debatendo as tendências modernas no desenvolvimento das raças de trabalho no mundo, nós sempre fazemos a seguinte pergunta: quem é responsável pela raça e por sua aparência atual e futura? Alguns dizem que são os JUÍZES que decidem o futuro da raça fazendo a seleção nas pistas e recompensando certas características acima de outras. Alguns estão certos de que são os CRIADORES que deviam ser culpados ou exaltados pela condição que a raça se apresenta, porque eles são as pessoas que produzem o que juízes vêem nas pistas. Algum ainda mencionam que são os HANDLERS, que apresentam o produto final do trabalho dos criadores para a aprovação dos juízes.
De qualquer modo, é esperado que todas as pessoas que façam parte destes três grupos saibam fazer bem o seu trabalho e se importem em fazê-lo da melhor forma possível. Mas, como em qualquer campo de atividade humana, habilidades diferem de pessoa para pessoa, e não tanto apenas por causa da presença ou falta de talento inato, mas mais porque todos nós temos experiências e metas diferentes. Experiências, educação, e objetivos fazem a diferença entre um engenheiro excelente
e um simples curioso. O mesmo se aplica aos criadores de cães. Vamos agora analisar as experiências e objetivos que diferem de continente para continente.

Escrito por Aline
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10.4.05
Pastor Alemão
O Cão Pastor Alemão é originário da cidade de Karlsruhe, na Alemanha, onde, a partir de 1899, desenvolveu-se com os esforços do capitão Max von Stephanitz e outros criadores. Foram eles que, adotando um processo rigoroso de seleção nos cruzamentos - onde somente os melhores cães eram utilizados - conseguiram alcançar o padrão da raça. Até hoje, é esse padrão original que orienta a criação do Pastor Alemão e garante o desenvolvimento da criação.
Na sua origem, o Pastor Alemão é um cão ovelheiro que foi sendo desenvolvido para ter grande resistência física e um excelente controle nervoso a fim de poder cuidar de rebanhos de ovelhas. Mostrou tantas qualidades que do pastoreio passou a ser indicado para diversas outras tarefas. Em todas, o Pastor Alemão foi testado e obteve pleno êxito. A raça, ainda hoje, é a mais utilizada no mundo em tarefas como cão de resgate, cão guia de cegos, cão de segurança, cão de combate e cão de companhia.
O Pastor Alemão é um cão de temperamento firme, mas sempre tranqüilo. Ele é carinhoso com as crianças, uma característica que vem de suas origens de pastoreador de ovelhas. Esse mesmo cão, porém, se revela um nobre amigo e deve demonstrar coragem e um forte espírito de luta, principalmente quando se trata de defender seu dono e sua casa. O Pastor não é, por sua natureza, especialmente agressivo, se comparado a outras raças. No entanto, possui uma extraordinária capacidade de reação a ordens, que, aliada à sua tendência natural de guardar e proteger tornou o Pastor o cão de guarda mais bem sucedido do mundo.
O Pastor é um cão que deve apresentar, de imediato, a quem o observa, um quadro em que demonstre força natural, inteligência e agilidade. Deve ser levemente alongado, forte, dono de uma boa massa muscular, que irá proporcionar uma movimentação firme e harmônica. O Pastor Alemão é um cão trotador: ao avançar o membro anterior, também o faz, paralelamente, com o membro posterior oposto. Uma perfeita proporção entre comprimento do corpo e altura, somada à disposição das angulações de seus membros, possibilita ao Pastor uma grande cobertura de solo, com passadas amplas.
Tanto um criador experiente quanto um novíssimo proprietário de um Pastor ficam orgulhosos de ter em sua companhia um bonito cão. No entanto, devemos nos lembrar de que o Pastor Alemão surgiu como um cão de trabalho, de utilidade e, através do tempo e até hoje, são essas características originais que o tornaram reconhecido em todo o mundo.
Escrito por Aline
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9.4.05
Pinscher
É um cão de grande mobilidade, aspecto muito elegante e muito sóbrio. É de tamanho médio e sua constituição quadrada, possuindo uma musculatura robusta e forte.
É muito desconfiado come stranhos, e está sempre alerta. Apesar do caráter dócil, é ótimo guarda. O seu pêlo curto e limpo, contribui par ser um bom cão para apartamento.
Sua altura fica entre os 40 e os 48 cm., medidos na altura da cernelha.
Seus olhos são escuros, de tamanho médio, cheios de forma ovalada. A cauda, de inserção alta e espessura média, é levada verticalmente.
O pêlo do Pinscher é curto, liso, duro ao tato, forte , brilhante, bem aderido ao corpo.
O Pinscher Miniatura ou Anão é alemão, conhecido desde 1836. Há quem pense que ele veio do cruzamento entre o Dachshund e o Greyhound Italiano; outros já acreditam que ele originou-se de cruzamentos selecionados do Pinscher Standard, raça já extinta. Considerado o menor cão-de-guarda, já foi o 9° mais registrado no Brasil (número de cães que tiraram pedigrees) por dois anos consecutivos, em 1984 e 1985. De lá para cá, veio caindo, e em 2000, foi o 36°. No entanto o número de Pinschers ainda é grande devido ao grande número de pessoas que os criam sem grandes controles de qualidade, e não tiram os pedigrees, vendendo-os a preços muito baixos. É daí que vêm os exemplares histéricos, muito pequenos, enfim, fora do padrão da raça. Pinschers realmente puros estão cada vez mais raros no Brasil.
Ele é conhecido como o Rei dos Toys, por ser uma das raças pequenas mais populares no mundo todo. Você conhece alguém que goste um pouquinho de cachorros e não conheça o Pinscher? Pois é verdade, esse pequeno, valente e muitas vezes barulhento cãozinho é também aqui no Brasil uma das raças mais conhecidas. Apesar de muitas pessoas acharem que o Mini Pinscher seja a miniaturização do Dobermann Pinscher, isso é um grande erro. Mesmo sendo parecidas, estas duas raças não tem a mesma origem. Existem, entretanto, algumas raças em comum na formação dessas duas raças, alem da origem de ambas estar na Alemanha.
Características Físicas
O Pinscher é pequeno, o que o permite se adaptar a qualquer tamanho de ambiente. Além disso, seu pêlo curto dispensa muitos cuidados. Sua cor pode ser preta, marrom ou mel. Orelhas em pé, apontando para cima, e não para os lados. Para que elas fiquem eretas, devem ser cortadas quando o cão é filhote (veja como é a cirurgia aqui). Crânio chato, olhos ovais, amendoados e de tamanho médio são sinais de pureza na raça. Apesar de ser pequeno, o Pinscher é forte. Tem ossatura larga e músculos definidos. Exemplares com aparência frágil não são adequados às características da raça. O tamanho estipulado pelo padrão da raça é de 25 a 30 cm, medido do chão até a cernelha (região entre o pescoço e as costas). Um cão menor que isso tem mais chances de ser agitado, além de ter suas proporções físicas menos perfeitas. Fêmeas muito pequenas podem ter dificuldades na hora do parto. Assim, não escolha um filhote muito pequeno, e conheça seus pais, para verificar o tamanho e características físicas deles, além do temperamento. Um filhote com pedigree tem maiores chances de ser adequado à raça.
Psicológia
O Pinscher é um cão muito ativo, cheio de energia e vitalidade. Valente, curioso e brincalhão, se apega muito ao dono. Não é muito indicado para crianças, pois como elas nem sempre tomam o devido cuidado nas brincadeiras, podem machucar o cão, que pode reagir. Seu instinto territorial é forte, por isso defende a ele e ao seu dono vigorosamente.
Cão histérico?
Muitas pessoas torcem o nariz ao ver um Pinscher, dizendo: "Esse cachorro é histérico e estressado, só sabe latir!". Ele é realmente um ótimo cão de vigia, latindo ao menor sinal de que há algo incomum acontecendo. Porém, isso não significa que ele lata para qualquer coisa. Existem Pinschers assim, e muitos, mas a causa dos latidos exagerada não é o simples fato de serem Pinschers, mas sim a criação e educação indevidos, ou ainda os cruzamentos errados. Os criadores da raça costumam dizer que o problema maior do Pinscher está nos donos, que sem perceberem, estimulam o comportamento inadequado, quando acham "bonitinho" aquele animal tão pequeno agindo como uma fera. A origem da histeria pode também ser genética, quando, por exemplo, dois cães muito barulhentos são acasalados. Outro caso é o dos Pinschers muito pequenos (menores de 25 cm), que são mais agitados. Além desses, as misturas - as mais comuns são com Chuhuahua e Terrier Brasileiro (Fox Paulistinha) - podem trazer desvios de comportamento. Ao comprar o filhote, procure conhecer seus pais, para ter certeza que eles não são nervosos. Comprando o cãozinho, já comece a criá-lo da forma certa, para que ele fique equilibrado (veja Adestramento). No entanto, se você estiver à procura de um cão bem silencioso, o Pinscher não é indicado.
Preço médio de um filhote (com pedigree) R$ 250 a R$ 800 ).

Escrito por Aline
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8.4.05
Bassê
Este adorável baixinho além de ser conhecido também por Teckel e Dackel, na Alemanha, conta no Brasil, com inúmeros apelidos:Cofap, bassezinho, mini bassê, salsicha, lingüiça, paqueiro e por aí vai.
O Dachshund era conhecido a cêrca de 3000 anos atrás. Não há evidências de que ele tinha a forma peculiar de hoje, porém, naquela época, no antigo Egito, já se faziam registros de um cão robusto e de patas curtas, provável antecessor do Dachshund atual. Com certeza mesmo, tem-se os registros mais freqÜentes e fiéis iniciados na Europa, por volta do século XVI, com a criação de cães próprios para a caça de animais de tocas.
Existem nove raças diferentes de Dachshund, divididos por três tipos de pêlos e por três tamanhos.
Os pêlos são: curto, duro (ou de arame) e longo.
Os tamanhos são: standard, anão e miniatura.
O temperamento de um Dachshund é normalmente obstinado, não sendo fácil demovê-lo de seu objetivo, a menos que se ofereça outro de maior interesse. No entanto, seu carinho e devoção aos donos são também muito fortes.
Muito ágeis e brincalhões, são ótimos companheiros para crianças.
Outra característica marcante é seu espírito alerta, que aliado à sua excelente audição faz dele um cão ótimo para a guarda da propriedade, pois será sempre o primeiro a dar o sinal de que há algo diferente acontecendo.

Escrito por Aline
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8.4.05
Nina
Poodle
O padrão oficial da raça, publicado pela Confederação Brasileira de Cinofilia, filiada à Federação Cinológica Internacional, estabelece claramente que apenas quatro tamanhos são reconhecidos: o Poodle Grande (de 45 a 60 cm), o Poodle Médio ou Standard (de 35 a 45 cm), o Poodle Anão (de 28 a 35 cm) e o Poodle Toy (abaixo de 28 cm, sendo 25 cm a altura do tipo ideal). Mas, para atender a procura, o Toy acabou subdividido em denominações não reconhecidas oficialmente pela Cinofilia. Nos anúncios de venda, o nome Toy é geralmente usado para exemplares na faixa de 25 a 28 cm. Os com menos de 20 cm são chamados de Micro e os de tamanho intermediário recebem o nome Micro Toy. Essa classificação decorre da diferença de tamanho facilmente perceptível entre os Toys, além de as variações comportamentais tornarem-se mais óbvias à medida que o porte diminui. Já para o Poodle Anão o mercado prefere a denominação Miniatura, considerada mais elegante por eliminar qualquer conotação de proporções não ideais, como pernas curtas demais, típicas do nanismo mas não dos Poodles Anões, evitando gerar confusão.
AS DIFERENÇAS
Poucos não ouviram falar da graça e da inteligência características da raça Poodle. Mas muitas vezes os interessados procuram o canil com a idéia preconcebida de adquirir um Micro, sem pensar que, antes de ir ao canil, devem definir qual é o tamanho mais adequado para companhia, para brincar com as crianças, etc. E nem sempre a variedade menor é a mais apropriada. Os fatores que devem ser levados em consideração na hora de decidir por um Poodle pequeno englobam características de comportamento, resistência física e cuidados necessários. Nesse ambiente misto, foram definidos 26 itens relacionados ao convívio dos cães com seus donos e submetidos à avaliação de três criadoras experientes, que já conviveram com mais de 2.300 Poodles das variedades enfocadas (ver quadro As criadoras entrevistadas). Destes itens, elas identificaram nove em que há diferenças entre as variedades. Para designá-las foi adotada a terminologia popular, por falta de uma oficial. Quando o comportamento de uma variedade não é citado considere que sua graduação é proporcional ao seu tamanho em comparação com as citadas.
RISCO DE SE MACHUCAR EM INTERAÇÕES COM CRIANÇAS
O Miniatura não tem restrições; o Micro corre perigo.Um Micro vai mesmo correr mais risco com uma criança de 5 a 7 anos pela fragilidade de sua estrutura física. As crianças confundem o cachorro com um brinquedo. Mas é um ser vivo e exige atenção.Nunca recomendo um Micro para quem tem criança. O futuro dono deve ser um adolescente ou um adulto, nunca uma criança. Ou será dinheiro jogado fora. Se quiser um cão que sirva de brinquedo para a criança, é melhor pegar um Miniatura ou um Toy, que são mais fortes.Eu jamais passaria um Micro para uma criança.
RISCO DE SE MACHUCAR POR ATOS FÍSICOS ESPONTÂNEOS
O Miniatura não tem restrições; o Micro corre perigo.A vigilância em cima do Micro tem que ser constante. Se ele se enfia dentro de um saquinho de plástico, por exemplo, pode não saber sair. Esse tipo de coisa jamais acontece com um Poodle Miniatura ou Toy.Tenho uma Micro de três anos chamada Cristal que, ao descer a escada, pulou os últimos três degraus. Resultado: quebrou a perna em dois lugares. Não imagino isso acontecendo com um Toy ou um Miniatura.Uma escada é quase um inimigo natural do Micro. Os Miniaturas e Toys conseguem subir uma escada ou descer de uma cadeira naturalmente, pois são mais fortes. Mas os Micros sofrem com isso. Um Micro sobe uma escada, por exemplo, a partir dos seis, sete meses, enquanto as outras variedades o fazem com apenas dois meses.
NECESSIDADE DE VIGILÂNCIA
O Miniatura e o Toy exigem muito menos atenção do dono.A necessidade maior de vigilância cai sobre os Micros. Eles não têm noção de sua fragilidade física e podem se colocar em situações de risco a ponto de quebrar uma perna, por exemplo, o que só a ação do dono pode minimizar.A fragilidade do Micro não se restringe apenas à ossatura, mas também ao seu organismo, e cabe ao dono ficar atento a problemas que, nos outros, podem não significar muito, mas nele pode. Por exemplo, ficar sem comer, sinais de mal-estar, etc.O Miniatura é uma variedade que pode ser deixada sozinha o dia todo sem preocupação. Já o Micro requer muita atenção. Pisar nele pode significar a morte. Cair da cadeira pode resultar em desmaio.
Poodle Toy
O Poodle Toy é descendente do Poodle Miniatura, tendo a mesma origem que seu parente maior, o Poodle Standard. O Poodle originalmente vem de uma região entre a França e a Alemanha. Por isso é freqüente a confusão sobre seu real país de origem. Conhecido na França como Caniche, o Poodle certamente era um dos mimos da rainha Marie Antoinette (1755-1793). Mas foi por causa da função que exercia na Alemanha (onde era um retriever na água), que ele foi batizado Pudel in German.
O registro do Poodle Toy foi feito pelo Kennel Club da Inglaterra na década de 1950, quando os menores exemplares da raça Poodle passaram a ser muito procurados.
O Poodle Toy é alegre e tem bom temperamento, o que o torna um agradável cão de companhia, ideal para quem mora em espaços pequenos e faz questão da companhia de um cão. Certamente tudo isso explica sua grande popularidade.
Ativa e inteligente como seus ascendentes maiores (Poodle Miniatura e Poodle Standard), esta raça é a variedade menos robusta das três. Por ser pequena, precisa somente de uma dose mínima de exercícios.
Sua pelagem pode ser encaracolada ou cacheada, nas cores preta, marrom, branca, cinza e abricó. O Poodle Toy precisa ser escovado diariamente e tosado a cada seis semanas, mesmo que não participe de exposições.
Nacionalidade: França Classificação PetSite: Companhia Grupo FCI: 9 Grupo AKC: 5 Porte: Toy Temperamento: Balanceado Treinabilidade: Fácil Grau de Proteção: Moderado Espaço Necessário: Pequeno Altura Mínima: 20.3 cm Altura Máxima: 25 cm Peso Mínimo: Kg Peso Máximo: Kg Nível de Energia: Alto Duração Exercícios Diários: 30 min. Cor: Todas as cores solidas Tipo de Pêlo: denso e encaracolado Troca de Pêlo: Frequente Necessidade de Tosa: Sim
raça Poodle apresenta algumas condições clínicas muito comuns:
Luxação de patela
Ocorre um deslocamento da patela (osso correspondente ao nosso joelho). É uma condição muito dolorosa ao animal, mas que costuma ter uma regressão espontânea. Em alguns casos graves é necessário procedimento cirúrgico.
Atrofia progressiva da retina
Perda gradativa da visão, que acontece a partir dos primeiros seis meses de idade e para a qual não existe tratamento.
Otite
Muito comum na raça, devido à presença de tufos de pêlos dentro do ouvido e pelo fato das orelhas estraem caídas, propiciando o acúmulo de cerúmem e umidade. Deve-se limpar o ouvido com produtos próprios e tomar cuidados especiais, como proteger os ouvidos na hora do banho.
Dermatites
Pelo seu pêlo encaracolado, há a possibilidade de reter umidade. Por isso, mantê-lo tosado ou com os pêlos escovados.
Problemas neurológicos
Graças aos cruzamentos indiscriminados para a produção excessiva de filhotes, características que eram tidas como inexpressivas passaram a aparecer em maior número, como os quadros convulsivos.

Escrito por Aline
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1.4.05
Iasmin
Cocker SPANIELS
ORIGEM
O que é certo é que o spaniel, até mesmo se não fosse reconhecido como raça, era difundido nos países do norte da Europa. Nós sabemos é que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos spaniels, "Robin the King's Spaniel Keeper".
Em 1570 John Caius descreveu 22 raças existentes em seu livro "Of English Dogs", inclusive o Land Spaniel (Spaniel de Terra) e o Water Spaniel (Spaniel de Água).
Caius escreve que estes cães foram sendo classificados conforme a função para a qual foram criados, assim: seu uso:, assim falcon dog (falcoaria), pheasant dog (caça do faisão), partridge dog (caça da perdiz) e assim por diante. Muitas pessoas chamaram este tipo de caça de "spaniel" acreditando que se originaram na Espanha, porém a atribuição mais plausível é a de que "spaniel" derive da palavra céltica "spain" que significa "coelho" fortalecendo ainda mais a primeira e original
função para a qual os spaniels foram desenvolvidos. Mas, por mais que se estude, a origem da palavra ainda é disputada.
Do século XVII em diante foi aceita amplamente a palavra spaniel, especialmente na Inglaterra, tanto que no fim do século XIX o spaniel foi
especificamente considerado uma raça inglesa.
Maravilha das cores: Os Cockers tem uma variedade maravilhosa de cores. De fato, nenhuma outra raça oferece variedade tão grande. Cores sólidas são aquelas em que o cão é predominantemente: preto, dourado, fígado ou preto e tan (tan é considerado marcação e não segunda cor). Partcolor são aqueles em que as cores sólidas estão misturadas com o branco. Alertamos que exemplares de cores sólidas não deverão cruzar com exemplares de cores partcolor, pois poderá descaracterizar as cores e marcações permitidas pelo padrão FCI.
A ADAPTAÇÃO
Este filhote está acostumado a viver entre seus irmãos, portanto nas primeiras noites ele irá chorar.
Pedimos que, se não quiserem que o cão adulto durma na cama, não deixe o filhote dormir porque será impossível explicar que, quando filhote pode, quando adulto não. No máximo coloque-o para dormir em uma caminha ao lado da sua e durante a noite se ele chorar, acaricie até que ele se sinta seguro novamente. Ensine as normas da casa desde cedo, pois o cão deverá se acostumar a sua rotina e aça com que todos na casa sigam as mesmas normas.
AS REFEIÇÕES
Para Cocker Spaniel sugerimos 300gr. (filhotes) e 200gr. (adultos) de alimento seco por dia.
OBS
Antes dos quatro meses de idade, não é aconselhável castigar porque ele ainda não consegue distinguir o certo do errado. No máximo pegue no queixo dele balance para os lados (devagar) e diga firme "NÃO". Jamais esfregue o focinho do filhote nas fezes ou na urina, esse tipo de castigo não resolve nenhum problema.
PADRÃO DA RAÇA
Classificação F.C.I.: Grupo 8 - Cães D'água, Levantadores e Retrievers
Seção B.4 - Levantadores Britânicos
Padrão nº 75 c - 24 de junho de 1989
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: Cocker Spaniel
Utilização: Levantador de caça
Cocker Spaniel Inglês:
APARÊNCIA GERAL: alegre, robusto, próprio para caça, bem balanceado e compacto, medindo, da cernelha ao chão, aproximadamente, o mesmo que da cernelha à inserção da cauda.
CARACTERÍSTICAS: de natureza alegre, a cauda com movimento incessante e atividade típica cheia de energia, principalmente quando segue o rastro, sem medo de penetrar em esconderijos densos.
TEMPERAMENTO: meigo, afetuoso, cheio de vida e exuberante.
Peso aproximado: de 13 a 15 quilos.
DIFERENÇAS do americano para o inglês
A criação americana direcionou-se para a caça em pântanos, conferindo um porte menor a esse cão, mais prático para o transporte em barcos.
Para nadar com maior eficiência as patas aumentaram para se obter maior empuxo e o focinho foi encurtado visando diminuir o esforço ao carregar a presa abocanhada. Juntamente com essas mudanças a pelagem veio mais longa e densa. Resultou assim bastante diferente do Cocker Spaniel Inglês, desenvolvido em paralelo na Inglaterra para a caça a pé, em banhados de terreno mais firme. Tanto que em 1936, o American Kennel Club considerou-os variedades diferentes e, 10 anos após, reconheceu-os como raças diversas, antes mesmo dos criadores ingleses. Outras características diferentes do Cocker Spaniel Americano são o crânio mais arredondado, os olhos mais amendoados, o focinho mais curto, o stop-ângulo onde o focinho se encontra com a testa - mais pronunciado, os lábios pendentes cobrindo a mandíbula, a linha dorsal mais inclinada no sentido da cernelha para a cauda e a cauda inserida mais alta. Sua farta pelagem e conformação apropriada ao show o tornaram um cão de grande sucesso nas exposições de beleza. Quanto ao temperamento, continua caçador e destaca-se como excelente cão de companhia, afetuoso, com alegria constante e fidelidade extrema. Por isso, há quem defenda sua transferência do grupo de cães de caça para o de companhia, mas nem todos concordam.
Mariângela Furchi Guimarães, do Canil Good Company, São Paulo - SP diz que ele mantém o instinto de caçador. Na minha fazenda, por exemplo, já presenciei filhotes de apenas 60 dias perseguindo frangos assim que os viam e adultos imobilizando aquelas aves, segurando-as pelo corpo sem machucar.
Escrito por Aline
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27.3.05
Lobo.
Pastor belga
O Pastor Belga é uma raça de porte grande e que possui quatro variedades: Groenendael, Malinois, Tervuren e Laekenois. É um cão de guarda elegante, robusto, de cabeça erguida e de olhar esperto. É muito resistente a variações climáticas e apesar de sua origem como cão de pastoreio, é um eficiente cão de defesa e guarda.
Possui quatro diferentes pelagens, porém todos os Pastores Belgas são inteligentes e possuem o faro aguçadíssimo. Além disso, são carinhosos com os donos e extremamente familiares. Adoram brincar e estar próximos a crianças.
O Pastor Belga Groenendael é a variedade de pêlo longo e preto. Tornou-se muito popular como cão de forças policiais, tendo atuado com sucesso na Primeira Guerra Mundial. Valente, destemido e independente, embora apegado a seu dono, requer pulso forte em sua educação, como todo cão de trabalho e guarda.
O Pastor Belga Malinois é a variedade de pêlo curto. A cor da sua pelagem é fulvo encarvoado com máscara preta. Desenvolvido na região de Malinois, é o mais popular dos pastores na Bélgica. Tem como qualidades a excelência na guarda, a lealdade, a devoção ao dono e a inteligência. É utilizado por equipes policiais de vários países. O temperamento é estável, porém, o Malinois mostra-se desconfiado com estranhos. O Pastor Belga Malinois está presente no Guiness Book, o livro dos recordes, como o maior farejador de drogas já registrado.
O Pastor Belga Laekenois tem pêlo duro caracterizado pelo grau de aspereza e rusticidade por todo o corpo. Aço é fulvo com traços de encarvoados, principalmente no focinho e cauda. É o mais ciumento de todos.
O Tervuren apresenta pelagem longa e de coloração mesclada. É obediente, alerta e como os outros inteligente. Cheio de energia, ele precisa de exercícios físicos e mentais diariamente para manter seu bem-estar. É excelente cão de pastoreio, podendo também ser utilizado para guarda.
Em geral, o Pastor Belga mede de 56 a 66 cm e o seu peso varia de 25 a 36 kg.
Origem e História
O Pastor Belga, nas suas quatro variedades, é conhecido na maior parte do mundo como Groenendael ou Cão de Berger Belge e sua origem data de antes de 1500.
Por volta de 1890, uma comissão de membros de clubes de raças e veterinários juntou forças para determinar se havia um cão pastor de origem verdadeiramente Belga.
O professor Adolphe Reul e seu grupo, concluíram que em sua província havia um tipo consistente de pastores, anatomicamente idênticos, mas diferindo na textura da pelagem, cor e comprimento do pêlo. Nas outras oito províncias os resultados foram similares e entre 1891 e 1901 o Pastor Belga foi registrado pela Sociedade Real de São Humberto.
O Pastor Belga de pelagem negra e longa deve sua existência a Nicolas Rose, restaurador e dono do Castelo Groenendael, nos arredores de Bruxelas. Ele adquiriu um casal (Picard d'Ucle e Petite) que junto com seus descendentes (filhos, netos, etc.) foi a base do tronco de formação desses lindos pastores negros. Como justa homenagem em 1910 a variedade foi oficialmente nomeada Groenendael.
O Pastor Belga tornou-se muito popular, por ser um cão muito versátil, e de inteligência aguçadíssima. Ele é um cão de múltiplas funções, pois além de pastor é um grande companheiro, guarda e policial, fazendo patrulhas, buscas, servindo de mensageiro.
PREVENÇÃO É SELEÇÃO
A raça é resistente a doenças. Mas como qualquer outra, não está livre de problemas hereditários. Os criadores e veterinários estrangeiros, entrevistados por Cães & Cia, citam quatro males com maior possibilidade de serem de origem genética. Em todos, a única forma de prevenção é selecionar os cruzamentos, retirando seus portadores da reprodução.O primeiro é a displasia, problema de má-formação óssea entre o quadril e as pernas. Comum em raças de grande porte, a verificação da doença é feita por meio de chapas radiográficas. Causa muito muita dor, dificuldade de movimentação e pode deixar o cão aleijado. Existem cirurgias paliativas, que podem atenuar a dor e melhorar a movimentação. A epilepsia também ocorre nos Pastores Belgas. O cão tem convulsões, salivação intensa e, em alguns casos, perde o controle sobre as funções intestinais. Pode-se manifestar em exemplares novos, com cerca de um ano, ou mesmo nos mais velhos, acima dos cinco. Não há cura definitiva, mas e possível reduzir o número de crises por meio de medicamentos específicos. Doenças visuais, eventualmente aparecem. Uma é a atrofia progressiva da retina, desenvolvida por volta dos seis anos, que causa cegueira. A outra chama-se pannus. Os vasos sangüíneos dos olhos incham e cobrem parte do globo ocular, causando cegueira. Aparece, em geral, entre os cinco e sete anos de idade. Há tratamento à base de esteróides, como a cortisona, mas não elimina o mal. Apenas evita que avance. No Brasil, tudo indica que as importações de Pastores Belgas foram bem felizes. Entre os cinco criadores brasileiros e os três veterinários entrevistados, houve unanimidade em afirmar que não existem casos registrados de nenhum desses problemas.
Escrito por Aline
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27.3.05
Meu primo e afilhado Marvin
CARACTERÍSTICA do LABRADOR
Um caráter maravilhoso, uma personalidade fora do comum, uma devoção sem limite, uma lealdade a toda prova, o Labrador conjuga também, uma felicidade e uma alegria de vida inalterável, um profundo bom senso e uma bondade legendária. A bem da verdade, mais que um cão o Labrador, já é uma instituição. Raros são aqueles que ficam indiferentes ao seu carisma. E isto por uma boa razão: este, bom e nobre cão são dotados de inúmeras qualidades: É companheiros fiéis, dotados de grande capacidade de adaptação, agilidade, e bom caráter e desprovido de agressividade.Foi só em recentes anos, que os criadores, tentaram estabelecer a aparência do Labrador embora deva ser dito que, esta foi a única raça aceita pelo (fechado e rigoroso) Royal Kennel Club (RKC) de Londres, em exposições e shows, ainda sem um registro oficial, isto ao redor de 1870 e provavelmente devido ao patrocínio e entusiasmo da família real para com a raça. Em 1903 a raça foi opcionalmente reconhecida pelo RKC. Após a 2a. Guerra, e então, com o novo nome The Kennel Club, os registros foram crescendo atingindo uma média de 15.000 cães/ano, na década de 70.Hoje, e umas das 3 raças com maior numero de registros, na Gr.Bretanha, Canadá, U.S. A, Franca, Holanda, Suécia e Suíça.De cor preta, amarela ou chocolate (cor mais rara), do tamanho aproximado de um Pointer, com uma pelagem densa, curta e impermeável, é um cão ideal para o trabalho em água. Sua constituição forte, boa ossatura, peito profundo e costelas bem arqueadas dão ao Labrador a estrutura necessária para atravessar terrenos difíceis, transpondo obstáculos como rios, pântanos e lagos. Ágil e com bom faro, localiza a caça abatida e graças a sua mandíbula poderosa e pescoço forte e musculoso carrega aves pesadas, como patos e gansos, trazendo-as intactas ao caçador.As qualidades acima, aliadas à aguçada inteligência fizeram com que, em alguns países (U.S.A., Suíça, Alemanha, França, Inglaterra, Austrália, Escandinávia, etc.) este seja o cão mais utilizado como guia de cegos ou farejador de drogas.No início do século XIX viajantes vindos de Newfoundland, Canadá, contavam, impressionados, sobre um tipo de cão que ajudava os pescadores no seu trabalho diário. Mergulhavam em águas geladas puxando redes, buscando peixes, cestos e objetos que caíram no mar. Estes cães cativaram os viajantes e foram levados à Inglaterra onde sua criação se desenvolveu.Resistente e dispensando cuidados especiais, alegre e dócil, o Labrador conquistou ingleses e americanos, que hoje tem registrado anualmente muitos milhares de filhotes, em cada um desses países. Também na França, a aceitação desta raça foi impressionante. No ano de 1975, a Sociedade Canina registrava 350 nascimentos da raça. Em 1990 os registros ultrapassaram 5.000, naquele ano. Para demonstrar o sucesso fulgurante da raça, naquele país os presidentes, François Miterrand, Valery Giscard D¿Estaing, Georges Pompidou e agora, Jacques Chirac, tiveram ou tem cada um, um Labrador. Outros ilustres criadores incluem o Barão Philippe de Rothschild (falecido) e o atual presidente do Retriever Club da França, Barão Elie de Rothschild.O Labrador, com tantas qualidades, começa a ficar conhecido e procurado no Brasil. Assim, com sua beleza nobre, o Labrador vem sendo orgulhosamente apresentado nas pistas, e a raça chama a atenção de juizes criadores e publico em geral Por seus criadores. Então, somos hoje um amor de cães em todos os sentidos.O Padrão Oficial da raça, adotado no Brasil pela CBKC, e o do the Kennel Club da Inglaterra: Em síntese, o padrão descreve o Labrador como um cão muito ativo, de constituição robusto e tronco curto; o crânio é largo; o peito e as costelas são largos e profundos; lombo forte, assim como os posteriores.
Bem equilibrado bom temperamento, muito ágil; excelente faro, cuidadoso ao recolher a caça (boca macia); amante da água (adora nadar), companheiro dedicado e devoto com facilidade de adaptação ao meio em que vive.
Inteligente, perspicaz, interessado, obediente com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem qualquer indicio de agressividade ou da indesejável timidez (falta de coragem), facilidade em aprender (o que lhe é ensinado).
Deve ser totalmente preto, amarelo ou fígado (chocolate). Os amarelos podem ir do tom de bem creme ao vermelho da raposa. É permitido uma pequena mancha branca no peito (de até 2 cm), não é tolerável de outra cor ou até mesmo em outras regiões do corpo.
TEMPERAMENTO Inteligente, perspicaz, interessado, obediente com forte desejo de servir. De natureza gentil, sem qualquer indicio de agressividade ou da indesejável timidez (falta de coragem), facilidade em aprender (o que lhe é ensinado).
OBSERVAÇÕES LABRADOR na CBKC / FCI faz parte do 8º grupo, A raça não possui nenhuma variedade.
No Brasil, é adotado o PADRAO CBKC 122 b, de 30.04.1994, que é o Padrão Inglês, também adotado pela FCI - Federation Cynologique Internationale - Bélgica.
Recomendação
Os criadores devem estar atentos para os seguintes problemas nos filhotes:Natimortos;
Mortalidade no primeiro ano (durante a lactação, no desmame e na fase de crescimento);
Anomalias no primeiro ano (displasias; problemas oculares, de pele, infecciosos, de coagulação, cio, ósseos; raquitismo);
Problemas teratogênicos (deformações).
O aumento destas ocorrências deve ser relatado ao veterinário assistente para a realização de possíveis necrópsias e avaliação das alterações, visando um programa de correções no canil.
Escrito por Aline
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26.3.05
Este é o meu maninho DUHKA.
Beagle
Originário da Inglaterra, o beagle é um cão inteligente, bonito, simpático, afetuoso, alegre, asseado, com ótimo temperamento, bom caráter e personalidade. Além de tudo tem uma voz harmoniosa, o que é característico, isto é, um beagle "desafinado" provavelmente é um mestiço, não um beagle puro. Os beagles também são conhecidos como Snoopy, pois o cachorro dos quadrinhos pertence a essa raça.
É um cão especializado na caça à lebre, o que faz em matilhas, sendo considerado o menor entre os hounds (cães que caçam em matilha e pelo faro).Fisicamente é um cão fácil de cuidar, pelo seu tamanho compacto e pelo curto que não necessita de banhos freqüentes. Como é resistente e acostumado a viver livre, o beagle necessita de espaço ou caminhadas diárias, pois quando caçava, costumava seguir a presa por até 6 horas.
O Beagle é reconhecido como um dos mais antigos `sabujos', cães rastreadores desenvolvidos exclusivamente para a caça, destacando-se na caça a coelhos e lebres. Historiadores acreditam que o Beagle tenha sido desenvolvido a partir de antigas linhagens de cães sabujos levados para a Inglaterra no século XI; outros afirmam que o Beagle chegou à Inglaterra apenas 4 séculos mais tarde.
De qualquer forma, foi a partir do século XVI que os Beagles começaram a proliferar entre os caçadores ingleses, sendo que a própria Rainha Elizabeth I era dona de uma grande matilha de Beagles, na ocasião um nome genérico utilizado para designar cães com determinadas características como: tamanho reduzido, predisposição natural para a caça na qual deveriam seguir o rastro das lebres.
Foi apenas no início deste século que as entidades inglesas conseguiram definir o padrão uniforme desejado para a raça. A primeira exposição organizada pelo Beagle Club inglês após a publicação do padrão realizou-se em 1896.
A partir daquele momento e até o início da Primeira Guerra Mundial, a criação de Beagles expandiu-se não só na Inglaterra como em toda a Europa e chegou aos Estados Unidos, país que impulsionou de maneira efetiva a recuperação do plantel europeu após a Segunda Guerra, quando muitos criadores eram obrigados a contar com os cães americanos para poder retomar a criação.
Mas talvez a melhor `propaganda' para o Beagle tenha sido a criação do personagem Snoopy, que fez sua primeira aparição nos quadrinhos em outubro de 1950. A partir dali, o Beagle conquistou o mundo.
Personalidade
O Beagle, desenvolvido para a caça em matilha, é um cão dócil, muito sociável, afável com crianças e extremamente ativo. Por estas razões é uma raça, que precisa de espaço para exercitar-se.
Outra característica marcante da raça, o faro muito apurado, levou à sua utilização como cão farejador em aeroportos americanos para evitar o contrabando de alimentos não autorizados. A experiência iniciada em 1984, deu tão certo que surgiu a "Brigada Beagle", que está sendo implantada também no Brasil.
Por causa de seu tamanho relativamente pequeno (o exemplar de padrão inglês pode medir até 40 cm de altura de cernelha, enquanto que o americano fica entre 33 e 38 cm) e de sua pelagem curta, muitas pessoas passaram a escolher os beagles como cães de `companhia', levadas, especialmente, pelo ar `angelical' dos filhotes.
No entanto, ao contrário de muitas raças que adaptaram-se facilmente ao sofá, o Beagle mantém muitas de suas características de caçador e por causa disso, adquiriram uma grande fama quanto à sua "insubordinação" e "teimosia". Segundo o psicólogo Stanley Coren, em seu livro "A Inteligência dos Cães" o Beagle ocupa a 72a posição entre as 135 raças pesquisadas, o que sinaliza a importância de um trabalho sério e cotidiano do dono para conquistar a obediência desejada. Por isso, além de paciência, disposição e pulso firme são as qualidades essenciais para um dono de Beagle.
Justamente para tentar diminuir a quantidade de cães que acabaram sendo rejeitados pelos donos, foi criada, na Inglaterra, a Beagle Welfare - uma entidade filantrópica especializada em orientar proprietários de Beagles e em recolocar exemplares em novos lares. Mesmo no Brasil, alguns criadores sérios também passaram a submeter os interessados em ter um Beagle a uma espécie de questionário, que, entre outras questões, procura determinar os hábitos dos pretendentes e o grau de atividade e espaço disponível para o cão.
Por ter sido desenvolvido para a caça em matilhas, o Beagle não é recomendado para pessoas que trabalham fora, porque não suporta bem a solidão, podendo transformar-se num grande destruidor de móveis e jardins. Outra atitude bastante comum no Beagle quando sozinho são os latidos, extremamente característicos da raça (quase um uivo) e que originalmente eram utilizados para sinalizar a posição da caça e da matilha.
O Filhote
O segredo da boa convivência com o Beagle começa com a escolha do filhote, que deve ser feita sempre junto a um criador sério e responsável.
O filhote deve ser sólido e compacto, com um aspecto vivo e alegre. Os filhotes devem demonstrar curiosidade e muita atenção às coisas que se passam ao redor, sem sinais de temor ou agressividade. Evite adquirir cães muito arredios, que se escondam das pessoas, já que esse comportamento pode dificultar a aprendizagem e a socialização do cão.
É importantíssimo que, uma vez escolhido o filhote, ele seja tratado com carinho mas sem esquecer de impor limites claros para ele. Deve-se evitar sempre que o filhote se exceda nas brincadeiras ou que faça coisas erradas. É preciso corrigi-lo desde cedo e firmar-se como líder, já que, segundo os criadores, corrigir maus hábitos é difícil em qualquer raça, mas é praticamente impossível num Beagle.
O adestramento de obediência deve começar o mais cedo possível e contar com a participação ativa do dono. Esta é uma das melhores estratégias para quem quer melhorar sua relação com os Beagles e não disputar com eles a liderança da nova `matilha'.
Problemas comuns à raça
Um dos principais cuidados que o dono de um Beagle precisa ter é com a comida, já que são extremamente gulosos e apresentam tendência à obesidade.
Outro tipo de problema característico da raça é a propensão a apresentar problemas de pele, como eczemas e alergia.
O Beagle é também suscetível a desenvolver problemas na glândula da terceira pálpebra, conhecida como glândula de Harder, e que consiste em uma "bolinha" vermelha ao lado do olho do cão. Este tipo de problema é facilmente corrigido através de cirurgia.
Outro problema menos freqüente, é o Beagle Tail, que atinge mais cães com a base da cauda grossa. O Beagle Tail é uma inflamação das glândulas anais, que forma uma dobra entre o ânus e a cauda, abafando o local e gerando inflamação. É tratado com drenagem da glândula, curativos anti-sépticos e pomadas antinflamatórias com antibióticos.
Escrito por Aline
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26.3.05
Dicas sobre como cuidar de seu cão:
INTELIGÊNCIA E SENTIMENTOS:
Cuidar BEM de um cão implica em, primeiramente, despir-se daquela idéia de que um cachorro é somente um cachorro e deve ser tratado como tal. Para princípio de
conversa, cachorros são EXTREMAMENTE INTELIGENTES, OBSERVADORES E PERSPICAZES. É muito difícil enganar um cachorro com o qual se convive, porque eles aprendem a "ler" as nossas intenções e a premeditar as suas ações. Qualquer pessoa que realmente convive com um cachorro deveria prestar atenção a este fato. E a conclusão que se pode tirar disto é uma só: cachorros, além de inteligência aguçada, têm SENTIMENTOS. Eles ficam magoados quando são traídos, ficam tristes quando apanham, ficam felizes quando recebem carinho, ficam desconfiados quando vêem alguma coisa estranha, ficam
furiosos quando alguém tenta atacar o seu dono. Portanto, para começo de conversa, convença-se de que CACHORROS TÊM SENTIMENTOS E INTELIGÊNCIA MUITO ACIMA DA MÉDIA. Respeite os seus sentimentos e a sua inteligência.
FRIO, CALOR E DOR
Se você estiver convencido de que cachorros têm sentimentos e inteligência, é evidente que vai concordar que eles também sentem FRIO, CALOR e DOR, embora em
níveis um pouco diferentes dos nossos. Portanto, não deixe seu cachorro dormindo ao relento, no vento, na chuva, sem sequer um tapete ou um pano para protegê-lo. Principalmente no inverno. ELE SENTE FRIO!!!
Arranje uma casinha, forre com um tapete e coloque alguns panos quentinhos lá dentro. Eles gostam de fazer um "ninho" com os panos, e se aquecem com isto. Quanto
mais curto for o pelo do cachorro, mais frio ele sente. Da mesma forma, não deixe seu cachorro no sol sem opção de ir para a sombra. Não
coloque a sua casinha diretamente no sol de verão. ELE SENTE CALOR!!! Quanto maior o cachorro, mais calor ele sentirá. Cachorros grandes podem ter inclusive quedas de pressão e desmaios quando estiver muito calor. Não brinque ou corra, nem leve o seu cachorro para fazer exercícios extenuantes em pleno calor de verão. ELE PODE DESMAIAR.
Cachorros têm uma tolerância muito maior do que a nossa para a dor. Assim, se você ouvir um cachorro ganir de dor, tenha certeza de que está doendo MUITO. Para um
cachorro ganir de dor, a dor que ele está sentindo é tanta que um ser humano não agüentaria sem desmaiar. Portanto, respeite e esteja alerta aos sinais de dor de seu
cachorro. Ao mesmo tempo, não faça nada que possa trazer dor ao seu cão, porque ele só reclamará quando não agüentar mais. Coleiras muito apertadas, unhas cortadas muito rentes, feridas abertas, tudo isto causa dor. Trate o cachorro como trataria a si mesmo.
FOME E SEDE
Não há nada pior neste mundo do que sentir fome ou sede. Alimente o seu cachorro corretamente: filhotes até 8 meses devem ser alimentados 4 vezes por dia. Acima de 8 meses, passe para 2 vezes por dia. NUNCA dê menos de 2 refeições por dia para o seu cachorro. Cães que comem uma única vez ao dia, ou menos do que isso, ficam agressivos, fracos, sujeitos a doenças e com graves problemas intestinais.
É MENTIRA A CRENÇA DE QUE CACHORROS MAL ALIMENTADOS CUIDAM MELHOR DA CASA.
Eles entram na fase de desespero, e atacam tudo o que possa representar comida, inclusive os donos. Da mesma forma, cachorros com sede ficam com problemas renais graves. Cachorros (assim como todos os animais, inclusive nós) adoram água limpa. Só em último caso eles tomam água suja. Portanto, mantenha uma vasilha grande e com água sempre limpa para o seu cão. Troque a água várias vezes ao dia, mesmo que ela pareça limpa.
COMIDA QUENTE OU GELADA
Comida muito quente causa diarréia nos cachorros, e comida gelada causa dor de estômago. A comida deles deve estar praticamente na temperatura ambiente. No
inverno, pode ser estar morna, mas nunca gelada ou muito quente.
SAL E TEMPEROS
Sal e temperos são verdadeiros venenos para os cachorros. Cachorros não devem comer comida de gente. Eles devem comer ração pura, ou comida especialmente preparada para eles (sem sal nem tempero), ou uma mistura das duas. As rações já têm a quantidade de sal necessária para o bom funcionamento do
organismo canino. Não há necessidade de acrescentar sal nem tempero nas comidas feitas para os cachorros. Alimentação com excesso de sal ou temperos causa queda de pêlos. Um cachorro normal só perde pêlo em grande quantidade no final do inverno e entrada do verão. Qualquer outra grande perda de pêlo pode indicar que a alimentação está errada. A única e honrosa exceção aos temperos é o ALHO, que pode ser usado na comida dos cachorros porque é vermífugo (ajuda na eliminação dos vermes). Entretanto, não são todos os cachorros que gostam do cheiro e do gosto do alho na comida. Portanto, use com cuidado. Veja, na seção "Dicas: plantas medicinais" , algumas plantas que podem ser úteis no tratamento de vários problemas de saúde dos cachorros. São plantas fáceis de cultivar em casa.
DESVERMINAÇÃO PERIÓDICA
Todo e qualquer cachorro, independente do tamanho, raça ou local onde é criado cria vermes. O período pode variar de 2 a 6 meses, mas TODOS ELES desenvolvem vermes no aparelho digestivo, e VERMES MATAM. Assim, uma desverminação periódica é necessária e obrigatória para a boa saúde do animal. Cachorros criados em ambientes mais limpos levam mais tempo para desenvolver vermes. Um período de 3 a 4 meses entre as aplicações dos vermífugos normalmente resolve o problema.
Vermífugos de largo espectro devem ser comprados somente em farmácias veterinárias e custam caro. A quantidade de comprimidos a ser administrada muda conforme o peso do cachorro. Assim, se você vai pagar caro por um medicamento, faça com que ele seja eficiente.
NUNCA ADMINISTRE UMA QUANTIDADE DE COMPRIMIDOS MENOR DO QUE A INDICADA, porque neste caso não servirá para nada.
NÃO USE VERMÍFUGOS INJETÁVEIS. Qualquer erro na dose pode ser fatal, e nem todos os veterinários sabem calcular a dose correta. Como usar os vermífugos em comprimidos:
*Compre a quantidade correta de comprimidos
*Anote a data e faça com que o cachorro engula TODOS os comprimidos. Para isto, vale tudo: misturar numa carne, quebrar os comprimidos e colocar dentro de pedaços
de salsicha, etc. Faça qualquer negócio com os cães, porque eles odeiam o gosto e o cheiro dos comprimidos.
*Dentro de 15 dias, repita a dose, a fim de eliminar os vermes novos que estavam na fase de ovos quando foi administrada a primeira dose.
REPETIR A DOSE É NECESSÁRIO.
NÃO ACREDITE EM VERMÍFUGOS QUE SE DIZEM "DOSE ÚNICA". ISTO NÃO EXISTE.
*Dentro de 3 a 4 meses, repita tudo de novo. Mantenha anotadas as datas para não se perder.
Sintomas de que o cachorro está com vermes:
*Remelas grandes nos olhos pela manhã
*Perda de apetite
*Vômitos sem motivo
*Diarréias ou fezes com "gelatina" misturada
Alguns alimentos aumentam a incidência de vermes e os fazem procriar mais rapidamente. O LEITE e a CARNE CRUA são dois exemplos. Nunca dê leite de vaca ou
carne crua para cachorros. No caso do leite, a situação ainda é pior: o estômago deles não está preparado para absorver a lactose e o excesso de gordura presente no
leite de vaca, e pode provocar vômitos e diarréias compulsivas.
VÔMITOS E DIARRÉIAS
Vômitos ou diarréias sem motivo aparente podem ser sintomas de vermes (veja o item anterior) ou sintomas de outras doenças muito mais graves (parvovirose e outras).
Consulte o veterinário imediatamente em caso de vômitos e diarréias compulsivas.
CACHORROS FICAM DESIDRATADOS EM QUESTÃO DE POUCAS HORAS E PODEM MORRER POR ISTO.
Podem, também, indicar que o cachorro comeu algo que não devia: comida temperada ou com excesso de sal, leite, grama, etc. Todos os cachorros comem grama às vezes. Isto faz parte da sua alimentação. Eles escolhem cuidadosamente o tipo de grama que devem comer em cada situação. Se comerem demais, vomitam. Em determinadas ocasiões, o cachorro sabe instintivamente que comeu algo errado e precisa vomitar. Nesta situação, ele come grama até provocar o vômito. É normal.Em casos de vômitos ou diarréias compulsivas, uma das soluções imediatas é a administração de algumas gotas de "Plasil", que pode ser comprado em farmácias
comuns. Use a dose recomendada para crianças. Pingue as gotas em um pedaço de pão e dê para o cão comer. E leve imediatamente ao veterinário.
DORES MUSCULARES
Uma vez que todos concordamos que cachorros também sentem dores, a dor muscular é uma das mais comuns. Quanto maior o cachorro, mais propenso a dores musculares, embora este problema atinja a todos de forma praticamente geral. Dores musculares agudas (cujos sintomas podem ser gemidos, manqueira, dificuldade de
se levantar ou deitar, tremores nas patas) podem ser tratadas imediatamente com 2 cápsulas de "Piroxicam" por dia. Isto alivia os sintomas das dores, mas uma
avaliação mais detalhada deve ser feita por um veterinário. Não deixe o seu cão sofrendo. Leve-o ao veterinário imediatamente. No inverno, a incidência de dores musculares aumenta. Qualquer torção, batida ou movimento muito brusco pode causar uma dor muscular que se estenderá por vários dias. Portanto, tenha maior cuidado no inverno.
Evite que cães de tamanhos muito diferentes brinquem juntos. É muito fácil para um Fila desconjuntar um pequeno "Salsichinha" em brincadeiras. Tenha cuidado.
LIBERDADE DE MOVIMENTOS
Manter um cão enclausurado é um dos piores crimes que se pode cometer com ele. Ele ficará doente, agressivo e muito triste. Cachorros precisam de liberdade de movimentos. Muitos tipos de dores musculares são causadas por falta de movimento (veja item anterior).
NÃO MANTENHA SEU CACHORRO PRESO, NEM PERMITA QUE OUTROS OS MANTENHAM.
ATROPELAMENTOS
Recolha o cão imediatamente, sem manipulá-lo demais. Procure deitá-lo na mesma posição em que estava e transporte-o IMEDIATAMENTE a um veterinário competente.
Ossos fraturados têm maior capacidade de recuperação quando tratados sem demora.
NÃO SE OMITA. NÃO DEIXE UM CACHORRO ATROPELADO SOFRENDO.
LIMPEZA DAS ORELHAS
As orelhas são um dos órgãos mais sensíveis dos cachorros. Alguns permitem pacificamente que se limpe, outros não deixam nem chegar perto. Cachorros com orelhas grandes costumam ter mais problemas nos ouvidos do que aqueles de orelhas pequenas.
HIGIENE BUCAL
Como os humanos, também o cão necessita de uma boa higiene bucal, para evitar ou diminuir o perigo de cáries, tártaro, etc.
Essa higiene deve ser mais rigorosa, ainda, quando se trata de cães de companhia, para evitar mau-hálito, que às vezes é muito forte e desagradável.
Para evitar que isso aconteça,, devemos escovar os dentes do cão pelo menos uma vez por semana, empregando pastas dentais especiais para cães que não causam gastrite quando engolidas.
O mau hálito de uma cão pode ser causado por dentes descarnados, principalmente pela presença de tártaro, infecções dentárias, cáries, amídalas com pus, problemas de alimetação, etc.
BANHO
Devemos fazer o seguinte :
1 - colocar o cão dentro de uma banheira, ou de um tanque, mas com um tapetinho de borracha, no fundo, pára o animal não escorregar, para lhe dar um certo conforto e para facilitar o trabalho do lavador. É necessário, porém, que o banho seja dado em um local abrigado do frio e dos ventos;
2 - só utilizar água limpa, morna e nunca água quente demais ou fria;
3 - só usar sabonetes e xampus especiais para cães, para que o Beagle fique com os pêlos limpos e brilhantes;
4 - podemos usar um chuveiro ou uma pequena mangueira fina, de água morna, para com ela encharcarmos todo o corpo do cão e depois a sua cabeça, mas tomando muito cuidado para não cair água nas suas orelhas. Basta, para isso, as encostarmos na sua cabeça, para protegê-las;
5 - estando o cão bem molhado, devemos esfregá-lo bastante, para que fique bem ensaboado, permitindo que todo o seu corpo fique bem lavado e os seus pêlos livres de qualquer sujeira;
6 - depois de ensaboar bem o cão, abrimos novamente a torneira, controlamos a temperatura da água, para que fique somente morna e enxaguamos bem o Beagle, para que seus pêlos fiquem completamente livres do sabão, do xampu ou de qualquer outro produto usado para a sua limpeza;
7 - secar bem o cão, com uma toalha felpuda e um secador elétrico, para que ele fique bem seco;
8 - verificar se os pêlos estão bem secos. Basta, para isso, esfregá-los com os dedos pois, se estiverem com um "toque sedoso" significa que ainda estão com algum sabão ou xampu, não havendo sido, portanto, bem enxaguados porque, quando isso acontece, eles ficam como que rangendo uns contra os outros;
9 - para secarmos o Beagle, devemos colocá-lo sobre uma prancha ou mesa e depois, com a mão esquerda, vamos secando os seus pêlos, com o secador elétrica e com a direita, vamos escovando os pêlos que estão sendo secados, pois dessa maneira, eles ficam mais assentados e limpos.
Se o cão, depois do banho, começar a espirrar e apresentar um ligeiro corrimento nasal parecendo um resfriado, trata-se, geralmente, de uma irritação provocada pelo sabão ou pelo xampu empregados no seu banho.
LIMPEZA DOS OUVIDOS
Os ouvidos do cão devem ser examinados regularmente, para que, se estiverem sujos ou haja suspeita de que neles caiu água, sejam limpos imediatamente com algodão e álcool ou com um cotonete, para evitar inflamações (otites) ou infecções, o que faz o cão sofrer muito com as fortes dores que isso pode provocar.
LIMPEZADOS OLHOS
Ela deve ser feita, regularmente, pelo menos 1 vez por semana. Para isso:
1 - seguramos a cabeça do cão, imobilizando-a com firmeza;
2 - com cuidado e suavemente, limpamos a pele ao redor dos seus olhos usando, para isso, um algodão molhado com água morna bem limpa ou, de preferência, com água boricada, removendo, inclusive, qualquer mucosidade neles existente.
O exame dos olhos deve ser minucioso, para que seja verificado o seu estado; se há neles algum corpo estranho, conjuntivite, etc. Nesses casos, devemos empregar um colírio especial para cães.
Escrito por Aline
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